*Por Stefan Rehm

De acordo com uma pesquisa efetuada no segundo semestre de 2021 pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban) e pelo Instituto de Pesquisas Sociais, Políticas e Econômicas (IPESPE), mais de 75% dos brasileiros consideram que a adoção do ESG deve ser prioridade para as organizações.

No setor de logística, que conquistou grande relevância no Brasil durante a pandemia, não tem sido diferente. O mercado tem cada vez mais exigido que os líderes adotem políticas ESG para transformar o ecossistema em um ambiente mais sustentável e receptivo para a sociedade.

No que diz respeito ao enquadramento nos padrões e métricas sustentáveis estabelecidos pela ONU, o setor de logística pode realizar desde pequenas mudanças no comportamento diário até grandes alterações no modelo de negócios. Neste aspecto, podemos citar maneiras de a logística integrar as políticas ESG. Abaixo, listo as principais delas:

Redução da pegada de carbono
 

Segundo um relatório do Sistema de Estimativas de Emissões e Remoções de Gases de Efeito Estufa (SEEG), o Brasil está presente na lista dos maiores emissores de gases do efeito estufa do mundo. A queima de combustíveis fósseis por veículos ocupa grande parte desse percentual.

Assim, a otimização da cadeia logística, que envolve soluções como roteirização, manutenção de frotas e implementação de pontos de retirada e coleta, auxiliam na redução da pegada de carbono – cálculo que representa a quantidade de carbono emitida por pessoas, empresas ou atividades do dia a dia – , contribuindo para a desaceleração de problemas ambientais.

Uso de métricas de governança

Devido ao histórico de atividade informal do setor de logística no Brasil, as questões que envolvem governança são as mais desafiadoras para o segmento, mas, por meio da criação de métodos e direcionamentos da cultura para as práticas ESG, o setor torna-se cada vez mais apto para operar rigorosamente de acordo com as exigências governamentais e fiscais.

Nesse aspecto, algumas soluções do mercado de envios têm auxiliado os pequenos varejistas a iniciar suas operações online com escalabilidade e competitividade, podendo contar com o apoio de tecnologias de automatização que simplificam os processos.

Cuidado com pessoas e geração de emprego

A pandemia acarretou novos desafios às empresas no que diz respeito à atenção com o bem-estar dos funcionários. Vale lembrar que a adoção de práticas ESG não é importante apenas para atender a um padrão mundial de diretrizes, mas também para proporcionar uma série de benefícios para o segmento de logística, tais como a melhora da experiência de compra, transparência, regulamentação e desburocratização, geração de empregos, aprimoramento das condições de transportadores e ofertas de serviços mais competitivos no setor.


Além disso, práticas ESG proporcionam mais transparência e responsabilidade aos desafios sociais, ambientais e de governança, valores que, ao meu ver, ganharão cada vez mais relevância, tornando-se grandes diferenciais para os consumidores.

*Stefan Rehm é CEO e Cofundador do Grupo Intelipost.

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