Faculdade em Orlando: passo a passo para estudar em uma grande universidade

Faculdades estadunidenses são centro de referência em inovação e difusão de conhecimento

Foto: Emily Ranquist

Ingressar em uma universidade estrangeira é uma forma única de desenvolver competências, compreender diferenças culturais, viver novas experiências e identificar oportunidades de negócio em diferentes mercados. A cidade de Orlando, na Flórida (EUA), conta com grandes universidades renomadas. Com informação e as ferramentas necessárias, é possível conquistar o diploma estrangeiro.

As faculdades norte-americanas são centros de referência renomados no mundo inteiro. De acordo com o QS World University Rankings, entre as dez melhores universidades do mundo, cinco são dos Estados Unidos. O ranking é elaborado pela empresa britânica Quacquarelli Symonds e referência na avaliação mundial de universidades desde 2004.

Já em relação a Orlando, a University of Central Florida (UCF), por exemplo, ficou com a classificação mais alta entre as universidades da cidade na publicação de abril de 2022 do QS World University Rankings By Subject, e na 19ª posição da colocação geral. Já a publicação de maio deste ano da Us News: Best Grad Schools (US) Medicine — Research incluiu quatro universidades de Orlando. 

Além de uma referência acadêmica, a cidade é conhecida como a capital mundial dos parques de diversões, proporcionando uma experiência diversificada para estudantes que se aventuram em suas terras. Ao comprar casa em Orlando, por exemplo, uma família pode alugar quartos para estudantes, que têm a possibilidade de economizar nos custos durante a faculdade.

Ingressar numa universidade fora do país costuma ser desafiador. Assim, conhecer algumas etapas essenciais pode ajudar o percurso de aprovação. 

1. Pesquise as instituições e seus critérios de admissão

O primeiro passo para tentar a admissão em Orlando é escolher a universidade que mais interessa ao candidato. Por meio de uma busca na internet, é possível ver quais cursos são oferecidos por cada instituição e verificar as avaliações a respeito de sua qualidade. 

Depois de selecionar uma ou mais localidades, entre no site de cada uma delas e confira como é o processo de seleção e quais documentos são necessários.

2. Separe histórico escolar, cartas de recomendação e redação 

Para as faculdades estadunidenses, a trajetória do aluno no ensino médio tem mais peso do que o desempenho em um único teste. Por isso, é importante ter uma boa média de notas no maior número de matérias possível. 

Quando o candidato tem dificuldade em algumas disciplinas mas conta com bom histórico em outras, os examinadores costumam ponderar. A instituição entende que o indivíduo pode ter menos aptidão em determinada área, mas que é possível compensar demonstrando outras qualidades.  

Cartas de admissão também são muito valorizadas em universidades norte-americanas. Seu conteúdo deve trazer um relato profundo sobre as experiências e impressões das pessoas que se relacionaram com o candidato na escola ou no trabalho. O material deve apontar características que a universidade pode esperar dele. 

Já a redação de intenção deve ser feita para mostrar sonhos, aspirações e aprendizados marcantes da vida do estudante. Vale explicar o motivo pelo qual se está interessado no curso, por que escolheu aquela profissão e universidade e o que está fazendo para se capacitar na área e se tornar um profissional exemplar. É importante falar de atividades curriculares e extracurriculares e de como elas contribuem para que o candidato desenvolva habilidades significativas para o setor escolhido.

3. Preste a prova admissional (SAT ou ACT)

Apesar de não existir um vestibular nos Estados Unidos, os alunos fazem um teste ao final do ensino médio para comprovar que têm o conhecimento básico sobre as disciplinas estudadas nos ensinos fundamental e médio. 

Os testes mais aplicados são o Scholastic Assessment Test (SAT) e o American College Testing (ACT). É preciso que o candidato verifique qual exame deve prestar para estudar na universidade escolhida. 

4. Providencie os documentos traduzidos para o inglês

Após conferir os critérios para admissão nas universidades, separe a documentação exigida. Documentos pessoais, currículo escolar e cartas de recomendação são alguns exemplos comuns de documentos solicitados. 

Para enviá-los à instituição, contudo, é preciso traduzi-los. Para que os documentos sejam aceitos pelas universidades americanas escolhidas, a tradução precisa ser feita por um profissional registrado. 

5. Faça o exame de proficiência

Para ingressar nas universidades dos EUA, é comum apresentar um exame de aptidão. Os mais conhecidos e renomados no mundo são o Test of English as a Foreign Language (TOEFL) e o International English Language Testing System (IELTS). 

Ter fluência no idioma é importante para compreender as aulas e se comunicar de maneira eficiente no país estrangeiro. Sendo assim, a dica é investir em aprender o idioma ou treiná-lo ao máximo enquanto se adapta aos outros critérios de admissão. 

6. Inscreva-se e encare o processo seletivo

Depois de todos os passos dados ao longo do processo, chega o momento de submeter a inscrição. Para isso, é preciso apresentar os documentos traduzidos, as notas do SAT ou do ACT, o exame de proficiência, as cartas de recomendação e a redação de intenção. 

Além disso, pode ser necessário acrescentar itens que sejam requisitos específicos da faculdade escolhida e enviar tudo junto conforme as instruções da instituição.

O processo seletivo pode envolver, ainda, entrevistas presenciais ou por telefone. É importante que o candidato dê respostas honestas e procure falar claramente sobre  suas expectativas com o entrevistador. 

Por fim, basta aguardar o retorno da universidade, preparar-se para tirar o visto de estudante caso seja aprovado e providenciar a mudança.