continua após a publicidade

O Governo Federal anunciou na última terça-feira (11) que vai acabar com a isenção de impostos sobre encomendas internacionais de até US$50, como parte de um esforço para taxar compras feitas em grandes plataformas de e-commerce asiáticas como Shein, Shopee e AliExpress. O Ministério da Fazenda afirmou que haverá um reforço nas regras de fiscalização e taxação desses produtos importados. No entanto, o co-fundador e CEO da Chinnovation, In Hsieh, acredita que a medida não deve alterar a relação dos usuários brasileiros com o e-commerce asiático. Segundo ele, esse é um novo modelo de consumo baseado na digitalização da indústria.

Durante um painel sobre inovações da China no Gramado Summit, Hsieh também falou sobre a tentativa de empresas brasileiras em criar um superapp. Para ele, essa estratégia deve ser repensada, já que os superapps chineses contam com um ecossistema gigante por trás, que vai além de apenas agregar aplicativos de outros serviços. Hsieh citou o exemplo do WeChat, que integra meios de pagamentos, identificação e até serviços públicos sem depender de outras empresas. No entanto, o especialista acredita que o Brasil já tem alguns casos bem-sucedidos, como o Magalu e o Banco Inter.

In Hsieh também incentivou os brasileiros a investirem mais no live-commerce, que é uma modalidade de vendas que mistura streaming ao vivo e vendas. Ele acredita que o live-commerce é uma revolução que se compara apenas com o próprio surgimento do e-commerce. Iniciada na China em meados de 2015, a estratégia já tem alguns adeptos no Brasil, como a Pernambucanas. No entanto, para Hsieh, a modalidade precisa de uma nova abordagem e aprendizado para ser melhor utilizada.

continua após a publicidade