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Hedge cambial: a estratégia perfeita para lidar com diferentes tipos de moedas

Crédito: iStock

Não é necessário ser um investidor para saber que as variações de câmbio no mercado financeiro afetam a todos. O dólar seria a moeda que traz mais impactos ao cenário econômico, pois, sempre que ele sobe, os preços de praticamente qualquer coisa acompanham seu crescimento. Da mesma forma, sua queda também traz benefícios, mas, como esse é um fator que está em constante mudança, não é possível termos segurança diante de tanta volatilidade.

No cenário de investimentos, a flutuação do câmbio pode causar prejuízos enormes de um dia para o outro. Tanto pessoas físicas quanto empresas precisam encontrar alternativas para proteger seus investimentos e, de alguma forma, prever essa instabilidade do mercado. É aqui que entra o hedge cambial, um conjunto de estratégias que visa proteger o valor de um ativo de possíveis variações que podem desvalorizá-lo no futuro. Seria um jeito de limitar os riscos e garantir um pouco mais de segurança ao investidor.

É preciso ter em mente que o principal objetivo do investidor que adota o hedge não é lucrar, mas, sim, evitar perdas. São estratégias úteis para qualquer um que tenha carteira de ações, produz ativos físicos que podem sofrer com variações cambiais ou que possua algum nível de exposição a moedas estrangeiras. Por ser uma metodologia versátil, existem muitas formas de aplicação, e até mesmo investidores menos experientes podem aplicar o hedge sem grandes dificuldades.

A aplicação pode variar entre dois formatos. No primeiro, o investidor tenta travar o valor de um ativo para negociações futuras, o que pode ser feito com derivativos, acordos e contratos. É uma forma segura de garantir que lá na frente haverá algum lucro, mesmo que o câmbio apresente queda na sua cotação. No segundo, os investimentos são realizados em ativos historicamente opostos, como é o caso do real e do dólar, por exemplo. Sempre que um sobe, o outro desce, então é possível prever a cotação a partir desse histórico, já tendo uma noção do que está por vir.

Usando essas duas metodologias de base, existem diversas formas de aderir ao hedge, incluindo até mesmo fundos de índice, também chamados de ETFs (sigla em inglês para Exchange Traded Funds). Esses fundos, como o IVVB11, por exemplo, replicam índices do mercado e podem ser negociados como se fossem ações. Ao comprar um ETF, o investidor corre o risco de levar prejuízo, caso o índice do fundo em questão caia, então a estratégia é vender as cotas no mercado para posteriormente comprá-las novamente por um valor menor, dessa forma garantindo o lucro.

A aplicação do hedge cambial varia para cada tipo de investimento, então vai do investidor estudar as possibilidades disponíveis para que assim possa evitar possíveis prejuízos.