Um levantamento recente realizado pela Serasa Experian revelou uma situação preocupante sobre a saúde financeira das empresas no Acre. No mês de abril, mais de 15 mil empresas encontravam-se inadimplentes, enfrentando dificuldades para honrar seus compromissos financeiros. Este cenário destaca desafios particulares enfrentados por micro e pequenas empresas, que compõem 93% deste total.

Segundo o estudo, houve um aumento de 0,79% na inadimplência empresarial de março para abril deste ano. Isso sugere uma crescente dificuldade no ambiente de negócios local, possivelmente exacerbada por fatores econômicos externos e internos. Em abril, as empresas acreanas possuíam, em média, 7 contas não pagas, refletindo a gravidade da situação.

Inadimplência de empresas no Acre: Micro e pequenas empresas são as mais afetadas

O que significa estar entre empresas inadimplente?

De acordo com a Associação Brasileira de Profissionais de Educação Financeira (Abefin), uma empresa é considerada inadimplente quando não consegue cumprir suas obrigações financeiras até a data de vencimento acordada. Isso inclui qualquer tipo de compromisso financeiro, desde empréstimos e financiamentos até despesas recorrentes como contas de utilidade pública e parcelamentos diversos.

Variação da inadimplência no contexto nacional

Analisando a situação em um contexto mais amplo, o Acre mostra-se como penúltimo no ranking de inadimplência entre os estados brasileiros, com Roraima em última posição. Este panorama pode ser indicativo de diferentes políticas econômicas ou níveis de apoio empresarial entre os estados. Em julho de 2023, o índice de inadimplência era de 14.925 empresas, demonstrando um crescimento progressivo nos meses subsequentes.

Quais setores são mais afetados pela inadimplência?

O setor de serviços é o mais afetado, com 55,4% do total de empresas inadimplentes, seguido pelo comércio com 36,0%. A indústria, serviços primários e outros setores compõem o resto da estatística. Estes dados não só ajudam a entender quais setores são mais vulneráveis economicamente, mas também podem direcionar políticas de suporte e fomento empresarial mais eficazes.

É fundamental que as políticas públicas considerem essas nuances setoriais para desenvolver estratégias que possam ajudar a reverter esse quadro de inadimplência, especialmente entre as micro e pequenas empresas que são, visivelmente, as mais impactadas. Ações como facilitação de acesso a crédito, programas de educação financeira e incentivos fiscais podem ser cruciais para a recuperação deste segmento empresarial essencial para a economia local.

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