JAPão
No ano de 2018, o país registrou apenas nove mortes por armas de fogo, dando espaço para se preocupar com outros serviços e podendo impulsionar empresas de tecnologia como uma empresa de controlador de acesso empresas e educação.

O assassinato do ex-primeiro-ministro do Japão Shinzo Abe chocou o país e o mundo, e trouxe a tona algumas regras e legislações que tornam o Japão um dos locais mais seguros para se morar ou ter uma empresa, como uma consultoria técnica ambiental.

As restrições com relação a armas de fogo, tanto em questão de porte quanto de posse são muitas, e por conta disso os crimes que se relacionam a esse tipo de equipamento são extremamente raros.

Enquanto fazia um discurso de campanha para um grupo de pessoas na cidade de Nara, o ex-primeiro-ministro foi morto a tiros, feitos com uma arma improvisada que a princípio foi considerada uma espingarda.

A arma acabou chamando muita atenção no caso, em grande parte porque o país possui níveis muito baixos de crimes cometidos com esse tipo de ferramenta.

No ano de 2018, o país registrou apenas nove mortes por armas de fogo, dando espaço para se preocupar com outros serviços e podendo impulsionar empresas de tecnologia como uma empresa de controlador de acesso empresas e educação.

Isso é uma diferença muito grande comparativamente com outros países, como os Estados Unidos, que no mesmo período teve 39.740 mortes por arma de fogo, de acordo com a Escola de Saúde Pública de Sydney, na Austrália.

O processo de regulamentação do porte e posse de armas, e suas restrições não são algo novo. A contenção de mortes por armas de fogo começou imediatamente após o período da Segunda Guerra Mundial.

Isso porque o pacifismo foi uma das filosofias mais aplicadas no país, que buscava uma nova forma de pensar e de lidar com todos os acontecimentos do período. Mesmo os policiais só começaram a transportar armas de fogo por motivos de segurança, em 1946.

Essa restrição está escrita na lei japonesa, que desde 1958 dita que ninguém deve possuir uma ou mais armas de fogo, ou espadas. O governo aos poucos afrouxou essa lei, mas ainda é bastante proibitivo quando se trata de armas de fogo.

Para conseguir o direito de possuir uma arma, a pessoa deve passar por uma série de etapas, que incluem:

  • Um dia inteiro de aulas;
  • Um teste escrito;
  • Um teste de precisão;
  • Avaliação de saúde mental.

Além disso, o governo investiga os antecedentes criminais do cidadão e até mesmo entrevistam membros da família e amigos, para entender melhor porque aquele cidadão deseja ter uma arma de fogo.

Mesmo passando por todos estes processos, as únicas armas permitidas para compra são espingardas e rifles de ar, sem revólveres ou outras armas disponíveis em outros locais do mundo e nem mesmo com despachante aduaneiro logística é possível realizar a compra no país.

A cada três anos, ele repete a aula e os exames para identificar se realmente ainda está apto para ter a posse de uma arma em sua residência.

As regras para guardar a arma também são bastante restritivas. É preciso que o dono do equipamento possua um cofre de parede com pelo menos 3 fechaduras diferentes para guardar a arma, e as balas devem ser guardadas em outro ambiente.

No caso do falecimento da pessoa que possui a autorização para ter a arma, a família deve obrigatoriamente entregar as armas da pessoa para o governo, não ficando como herança. 

Para um herdeiro possuir uma arma, ele deve fazer passar por todo o processo novamente e comprar uma nova arma.

A circulação de armas também é uma preocupação para o governo japonês, que entende que quanto menos armas existirem, menos mortes serão causadas por elas. Por isso, a quantidade de lojas de armas é limitada para cada prefeitura.

O uso de armas pela polícia

Conforme informado anteriormente no texto, a força policial japonesa tem a liberdade de usar armas em serviço, entretanto, é raro encontrar oficiais que estejam empunhando ou mesmo usando as armas.

A maioria dos oficiais utiliza bastões e outras armas não-letais para engajar-se com os criminosos, e alguns nem mesmo carregam durante o período de serviço uma arma, ainda que estejam autorizados.

Fora de seus uniformes, quando estão em uma assessoria contábil empresarial ou outro local, os policiais não têm permissão para portar armas de fogo.

Por isso, a maioria dos oficiais da lei conhece alguma arte marcial ou outra ferramenta de combate que não envolva a arma.

No Japão, há uma importante cultura de respeito com relação à autoridade, o que acaba gerando um relacionamento muito mais harmonioso entre polícia e civis, o que acaba permitindo esse tipo de estrutura.

Enquanto os policiais não usam força letal para lidar com suspeitos, o restante da população não fica com medo de ser baleada, o que acaba diminuindo ainda mais a necessidade de se armar que algumas pessoas de outros países sentem.

Mesmo o crime organizado japonês prefere evitar as armas de fogo, uma vez que elas seriam facilmente reconhecíveis e tornariam os criminosos alvos diretos da polícia local, preferindo facas e outras armas, além dos próprios punhos.

Política restritiva funcional

Muitas pessoas se perguntam se esse tipo de política altamente restritiva é de fato funcional, e se o banimento das armas gera um impacto positivo na sociedade. Na visão dos japoneses, pelo menos, as restrições parecem funcionar muito bem.

Processos restritivos sempre foram um bom caminho para desengajar as pessoas a cometerem crimes, assim ocorre em processos como uma autorização ambiental até processos como o porte de arma de fogo. Dessa maneira desmotivando o interesse da população.

O Japão sempre foi um país com leis rigorosas desde a chegada das armas de fogo, tendo sido o primeiro país a criar leis sobre elas e identificar que não fazem parte da sociedade civil, destacando a periculosidade do equipamento.

Por conta disso, houve uma movimentação de devolução das armas entre a população, com alguns itens sendo datados de 1685. 

O resultado, então, é um índice extremamente baixo entre os portes de armas, dando espaço para verbas serem destinadas a questões como o monitoramento ambiental ou ações assistencialistas.

Em um comparativo, o Japão em 2007 contava com apenas 0,6 armas para cada 100 pessoas, enquanto a Inglaterra contava com 6,2 armas por 100 pessoas e os Estados Unidos com 88,8 armas a cada 100 pessoas.

Estas informações foram coletadas pelo Instituto de Estudos Internacionais e de Desenvolvimento de Genebra, como parte da pesquisa sobre armas de pequeno porte, realizada pela instituição suíça.

Quanto mais armas estão presentes na sociedade, maior é a chance de violência armada. O mesmo é verdadeiro quando o oposto acontece, o que acaba se refletindo nos números extremamente baixos desse tipo de violência no Japão.

Isso não significa que nenhum crime relacionado a armas de fogo irá acontecer, como provou o incidente com o ex-primeiro-ministro Shinzo Abe. Ainda assim, os políticos japoneses estão seguros de que o crime não irá diminuir o rigor das leis anti-arma.

A liberdade sem armas

O período pós-guerra para os japoneses foi muito traumático, o que fez com que as pessoas desejassem nunca mais passar por algo semelhante. Em busca da paz, elas procuram ser o menos violentas possível.

Quando a cultura do local estimula e promove a paz, as pessoas têm cada vez menos necessidade de se sentir protegidos com esse tipo de equipamento, principalmente um cujo principal objetivo é justamente acabar com a paz.

Por conta disso, o Japão tem se tornado uma referência no combate a violência, mostrando que esse tipo de restrição acaba ajudando o país a longo prazo, tornando-o muito menos violento e muito mais interessante para seus moradores.

Para os japoneses, a propriedade de armas não é considerada uma liberdade civil, nem há nenhum tipo de movimento que tente buscar um maior uso desse tipo de ferramenta no dia a dia.

A rejeição das armas de fogo pela população é muito grande, e eles não a consideram uma ferramenta de defesa, e sim um equipamento para trazer morte para outras pessoas, o que acaba afastando-os ainda mais desse tipo de situação.

Mesmo os criminosos começaram a diminuir muito sua ação, uma vez que as leis de controle de armas tornam muito mais difícil encontrar itens como esse no país. Por conta disso, a criminalidade caiu consideravelmente.

Mesmo aqueles que ainda utilizam armas para cometer crimes, precisam descobrir novas maneiras de entrar com elas no país, e muitas vezes esse tipo de ação é frustrada ainda nas primeiras etapas.

Esse tipo de ação fez com que os crimes no japão, principalmente os mais violentos, ficassem cada vez mais controlados, já que a polícia consegue lidar com a situação sem precisar envolver combates letais.

Diferentemente dos Estados Unidos onde em alguns estados encontrar armas de fogo é mais fácil que encontrar datador novos para sua empresa, no japão se tiver qualquer irregularidade se torna quase impossível obter esse item.

Considerações finais

O Japão é um exemplo em diversos setores, mas na questão do controle de armas e na proteção de sua população desse tipo de equipamento eles realmente se destacam da maioria dos outros países.

Por isso, é muito importante entender o quanto as restrições são fundamentais para criar uma sociedade que vai além de se preocupar com disputas armadas, e que entende que esse tipo de ferramenta não deve fazer parte da sociedade civil.

Ainda que incidentes aconteçam, eles continuam sendo extremamente raros, e a ideia do país é justamente conseguir abolir de vez esse tipo de complicação, tornando-se muito mais seguro e confortável para sua população.

Leis rigorosas servem como uma defensa metálica simples em uma grande rodovia, onde além de mostrar o caminho que deve ser seguido, ela protege e evita acidentes que poderiam ser mais graves.

Esse texto foi originalmente desenvolvido pela equipe do blog Guia de Investimento, onde você pode encontrar centenas de conteúdos informativos sobre diversos segmentos.