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Conhecido mundialmente por ser sede da Igreja Católica Romana, o Vaticano é uma cidade-estado que abriga belos jardins, conhecidos popularmente como os jardins do Vaticano.

O espaço verde que ocupa mais da metade da cidade-estado (23 hectares), não atrai apenas amantes da natureza. Pois, além dos jardins florescentes há uma arquitetura renascentista incrível com fontes e grutas, santuários papais, monumentos e esculturas.

Desse modo, os jardins do Vaticano unem história, arte e espiritualidade de uma maneira tão perfeita, que o ano inteiro eles recebem a visita de milhares de turistas.

Origem dos Jardins do Vaticano

Como dito anteriormente, os jardins do Vaticano ocupam 23 hectares, mais da metade da cidade-estado, já que o Vaticano conta apenas com 0,44 km².

Século XII

O espaço teve origem em 1279, quando o Papa Nicolau III mudou sua residência papal do Palácio de Latrão para o Vaticano. 

Com desejo de criar um lugar tranquilo para oração, Nicolau plantou um pomar, um gramado e um jardim.

Século XVI – XVII

No início do século XVI, o Papa Júlio II confiou ao arquiteto e pintor italiano Donato Bramante a remodelação dos jardins, que foi dividido em três novos pátios: o Cortile del Belvedere, a Biblioteca e o Cortile della Pigna.

Claro que o estilo de paisagismo do renascimento permaneceu, dando origem também a um labirinto, composto por arbustos e árvores de folhas perenes. Além disso, tendo como moldura pinheiros e cedros do Líbano.

Século XXI

Atualmente, os Jardins do Vaticano possuem inúmeras atrações que marcam diferentes épocas históricas como, por exemplo, fontes, cavernas artificiais e esculturas. Além de vários arranjos florais, bosques, entre outras paisagens naturais.

Em 2013, o atual Papa Francisco inaugurou nos Jardins do Vaticano uma estátua de São Miguel Arcanjo, protetor da Igreja e padroeiro da cidade-estado. Também é no espaço verde que ele realiza a oração do Santo Rosário, sempre demonstrando a importância da natureza para todos.

Em coletiva de imprensa no Vaticano, na comemoração do 5° aniversário da encíclica Laudato si, o Papa Francisco fez um apelo para que “cuidemos da nossa mãe Terra”.

Na mensagem em vídeo, para o lançamento de uma Plataforma de Ação que visa guiar as iniciativas por uma ecologia integral, Francisco afirmou que ainda há esperança para “preparar um amanhã melhor para todos”.

Onde finalizou dizendo que “Das mãos de Deus recebemos um jardim; aos nossos filhos não podemos deixar um deserto”.

Como visitar os jardins do Vaticano?

Hoje, os turistas só podem visitar os maravilhosos jardins do Vaticano com um guia turístico. Sendo que as visitas guiadas incluem o acesso aos Museus do Vaticano e a Capela Sistina.

Talvez você não saiba, mas o termo Museus do Vaticano, na verdade, faz referência a um único museu que é dividido em partes. 

Nele, você irá encontrar obras de artistas renomados do mundo inteiro, além de tesouros históricos e artísticos impressionantes, que atraem mais de 6 milhões de visitantes anualmente.

Mas atenção: fazer a compra de ingressos no Museu do Vaticano com antecedência é fundamental, pois o local costuma ficar lotado. 

Assim, além de evitar as longas filas que, geralmente, se formam, você também terá um guia para não perder nenhuma informação importante sobre cada espaço.

Outra dica é que você chegue cedo para aproveitar ao máximo as visitas, já que para explorar cada detalhe dos Museus do Vaticano você irá levar cerca de 5 horas.

Considere então, que para ir aos Museus do Vaticano, à Capela Sistina e aos jardins do Vaticano, você precisa reservar um dia inteiro para o passeio. No entanto, se quiser participar de alguma audiência com o Papa, serão necessários dois dias.