KPMG
KPMG

A pesquisa realizada pela KPMG e Eversheds Sutherland – “Mudanças Climáticas e o Fator Pessoas” — que explora como os trabalhadores são incluídos no plano de descarbonização das empresas e outros aspectos — apontou que os líderes dos negócios estão tendo que definir metas ambiciosas para reduzir emissões e chegar `a emissões zero, mas traduzir a ambição em ação exigirá também investimento em capital humano. Com base nas perspectivas de 1.095 líderes globais e entrevistas com vozes importantes sobre as mudanças climáticas, os resultados indicam uma lacuna potencial entre seus objetivos líquidos zero e as estratégias e talentos implementados para alcançá-los, considerando seus impactos socioeconômicos. A pesquisa também constatou que a especialização em mudanças climáticas é cada vez mais valorizada.

“Espera-se que as mudanças climáticas afetem todos os setores da economia e, consequentemente, a transição para uma economia de baixo carbono resultará em mudanças substanciais na forma como as empresas operam e fazem negócios. Essas mudanças afetarão os funcionários e agitarão os mercados de trabalho, e vão afetar as comunidades onde eles vivem. Assim, podemos dizer que a transformação dos modelos de negócios necessárias para enfrentar as mudanças climáticas exigirá muito mais do que apenas as habilidades e conhecimentos certos. Exigirá planejamento socioeconômico”, analisa a sócia-líder de ESG da KPMG no Brasil, Nelmara Arbex.
 

De acordo com o estudo, muitas empresas já nomearam especialistas em mudanças climáticas para conselhos, ao mesmo tempo que buscam requalificar e treinar funcionários existentes para enfrentar os desafios da economia de baixo carbono. O planejamento e envolvimento com todas as partes interessadas serão essenciais para uma transição bem-sucedida, assim como o trabalho em parceria com o governo e educadores para garantir o fornecimento necessário das habilidades e estabilidade social.
 

“As empresas têm avançado de forma significativa no reconhecimento do que precisa ser feito para enfrentar os desafios da transição para modelos de negócios de baixas emissões. Porém, o que está claro é que mais precisa ser feito para entender e planejar o aspecto socioeconômico da transição, que afetara inúmeros trabalhadores e suas comunidades. Há uma oportunidade e necessidade de cooperação entre empresas, planejadores e governos para realmente avançarmos neste aspecto, cada vez mais claro e urgente”, afirma a sócia.

Empresas se preparam para ação:

As principais conclusões da pesquisa indicaram uma confiança crescente e disposição para ação. Todos os entrevistados afirmaram que as empresas que eles lideram têm uma estratégia ou plano para identificar, qualificar e reportar riscos climáticos para o negócio. No entanto, apenas metade deles estabeleceu um plano de descarbonização claramente definido até o momento.
 

Outros 74% afirmam ter o conhecimento, os recursos, as habilidades e a especialização sobre o clima para desenvolver e cumprir o plano de descarbonização atual. Mas, mais da metade dos entrevistados afirmou que as empresas ainda não nomearam um especialista em mudanças climáticas para o Conselho.

Impactos na força de trabalho são esperados:

Quase todos os entrevistados reconhecem que mudanças significativas no modelo de negócios da empresa são necessárias para enfrentar efetivamente os riscos climáticos. Além disso, cerca de 75% deles indicaram que esperam algum impacto adverso na força de trabalho em função da descarbonização. Já grande parte planeja requalificar ou preparar a força de trabalho para atender às necessidades.
 

“Os líderes de negócios fizeram um progresso significativo no enfrentamento dos riscos climáticos nas organizações, mas reconhecem os desafios de qualificação e o impacto da transição climática nas pessoas. No entanto, eles também enxergam oportunidades de envolver ainda mais os funcionários em torno deste importante tema e isso pode ajudar a acelerar a transição. Incentivar os funcionários a implementar soluções nas empresas ajudará nesse engajamento”, finaliza o sócio líder do setor de Energia e Recursos Naturais da KPMG na América do Sul e colíder Américas, Manuel Fernandes.
 

A publicação pode ser acessada aqui.