Lixo hospitalar

Como a maioria das pessoas sabe, é muito importante realizar uma boa gestão de resíduos, em especial em cidades grandes. Quando se fala em lixo hospitalar, então, o cuidado deve ser redobrado para garantir segurança para todos.

Muitos entendem o lixo hospitalar apenas como seringas, curativos e material potencialmente infeccioso, do qual deve-se manter distância. Apesar de também se tratar desse tipo de insumo, não se resume apenas a isso.

Por isso, é muito importante conhecer o tipo de caixa que se usa para coleta, os tipos de lixos hospitalares e como é feito o descarte de cada um deles, bem como a forma correta de descartar.

Conheça os tipos de lixos hospitalares

Existem diversos materiais que são classificados como lixo hospitalar, não necessariamente usados apenas dentro de hospitais. Um exemplo é a agulha acupuntura 18×8, utilizada também em clínicas de estética e fisioterapia.

Os materiais têm uma classificação própria, que corresponde de A até E, levando em consideração seu tipo, finalidade e potencial de periculosidade para aquele que irá manejar. Sendo assim, é importante saber mais sobre cada categoria.

Tipo A

Esse tipo de resíduo consiste em materiais potencialmente infectantes, correspondendo a qualquer tipo de material biológico que tenha chances de infectar a pessoa que realiza o manejo ou que tenha contato com o material.

Esse costuma ser o tipo de insumo que a maioria das pessoas entende como lixo hospitalar, como bolsas de sangue, tubos utilizados para coleta de sangue e, até mesmo, itens relacionados à urina e outras secreções.

É possível encontrar uma caixa para coleta desse tipo de material em uma clínica especializada em disfunção erétil, não sendo restritos apenas a hospitais e lugares onde haja atendimento de emergência.

Tipo B

O tipo B, por sua vez, diz respeito a resíduos químicos, que podem oferecer qualquer tipo de risco não somente à saúde, mas também ao meio ambiente.

Assim, podem ser classificados dentro do tipo B materiais como reagentes usados em laboratórios, medicamentos muito potentes ou que possam contaminar água e solo. Esses resíduos devem ser acondicionados com muito cuidado para que o descarte seja correto.

Outro item que tem potencial de causar muitos riscos ao meio ambiente são as substâncias químicas para revelação de raio X. Importante destacar que, ainda que haja o descarte correto, o ideal é que esse tipo de produto entre em desuso ao longo dos anos.

Entre vários exames que muitas pessoas têm que se submeter periodicamente, como é o caso do papanicolau e a mamografia em um mamógrafo convencional para mulheres, por isso, é importante reduzir os resíduos atrelados a esses e diversos outros exames.

Uma das formas de dirimir o uso é o potencial de revelação de exames de forma digital, tornando obsoleta a impressão e diminuindo sua necessidade.

Para isso, os resultados dos exames podem ficar em bancos de dados, contribuindo para o meio ambiente e oferecendo fácil acesso.

Além disso, dessa forma, os resultados chegam de forma mais rápida. Isso é essencial em exames realizados com urgência, como pode ser o caso de um raio X de pulmões ou até mesmo uma angiotomografia do crânio.

Tipo C

O lixo do tipo C costuma ser o mais temido e, inclusive, é um dos mais frequentemente descartados na medicina. Ele consiste em materiais que contêm ou podem conter resíduos radioativos.

Esses itens são mais comuns do que se imagina, considerando que há uma ampla gama de exames, terapias e tratamentos que se relacionam ou envolvem a medicina nuclear. Se utilizados e descartados da forma correta, são materiais perfeitamente seguros.

A ressalva, porém, é que dificilmente esse tipo de material poderá ser reaproveitado, apesar de ser muito útil para realização de diagnósticos e em tratamentos como radioterapia, entre outras.

Tipo D

O tipo D pode ser considerado a categoria com menor potencial de causar infecções em outros ou qualquer tipo de dano. Os itens do chamado tipo D consistem em materiais como gessos, papéis, gazes ou luvas.

Assim, apesar de não serem potencialmente infectantes, é importante garantir o descarte adequado. Para isso, caixas para descarte devem estar entre os materiais providenciados quando se cogita aluguel de horário em consultório médico, para fins de atendimento.

Tipo E

Os materiais identificados como tipo E são aqueles perfurocortantes, como agulhas, seringas, bisturis, navalhas e muitos outros. Podem ser usados tanto em procedimentos cirúrgicos hospitalares quanto em estúdios de tatuagens e piercings.

Esse tipo é ainda mais abrangente e a caixa coletora deverá estar presente em todo lugar que se faça uso desse tipo de objeto, desde o pronto socorro até mesmo laboratórios e clínicas que oferecem serviço de acupuntura para artrose.

Por isso, é importante lembrar que objetos dessa natureza devem ser descartados imediatamente, mesmo que sem tampa ou uma capa. Isso porque é possível acontecer acidentes nessa prática.

Importância do descarte correto

O descarte adequado é fundamental quando se fala sobre qualquer tipo de resíduo, e se torna ainda mais essencial quando se trata de lixo hospitalar, em especial, após elencar as categorias e o potencial infeccioso e contaminante presente.

É importante que haja a preocupação com descarte e reciclagem em qualquer lugar que se esteja, com qualquer natureza de resíduos. Você pode se perguntar: “qual é a chance de lixo hospitalar contaminar coworking perto de mim?”.

Infelizmente, sem o descarte adequado, a chance pode ser muito grande. Isso porque o lixo, uma vez misturado, pode contaminar o solo, água e, até mesmo, contaminar coletores que não estavam devidamente paramentados.

Por isso, quando se fala do descarte correto, deve-se levar em consideração que se está preservando não somente a saúde dos pacientes e do meio ambiente, mas também dos trabalhadores que lidarão com esses resíduos.

Deve considerar que, para realizar a coleta de lixo hospitalar, o trabalhador deverá estar devidamente equipado com luvas, máscara facial, óculos e um uniforme operacional segurança que vai garantir a sua proteção.

O mesmo nem sempre pode ser dito de coletores que trabalham com resíduo comum, uma vez que sua atividade, em tese, oferece menos riscos. Mas, na prática, sem o descarte adequado, pode oferecer até mais chances de contaminações.

Saiba como fazer o descarte

O descarte de lixo hospitalar deve seguir protocolos rígidos para garantir a segurança de todos os envolvidos.

Geralmente, os resíduos são coletados por uma empresa terceirizada contratada pelo hospital ou quaisquer estabelecimentos que façam jus a esse tipo de serviço.

Alguns passos, contudo, são muito importantes desde que o lixo é descartado pelo profissional até chegar a seu destino final, como:

  • Separação rígida entre materiais;
  • Uso de caixas adequadas;
  • Sinalização clara nas caixas utilizadas;
  • Vedação de acordo com as regras do fabricante da caixa;
  • Atenção à capacidade da caixa, para não encher demais;
  • Coleta seletiva realizada à risca pela empresa terceirizada.

É importante observar todos os passos e utilização de materiais adequados, como saco plástico branco mais resistente, que é o adequado pela norma da ABNT que regula esse tipo de material.

Quando o assunto é resíduos líquidos, é crucial buscar a vedação adequada, optando por recipientes que comportem o volume correto, com tampa rosqueada. Todo e qualquer embalagem deverá estar etiquetada.

O veículo que realizará o transporte também deverá ser adequado ao tipo de material que carrega e deverá ter certificação própria, garantindo a segurança para transporte desse tipo de produto.

As regras de descarte, em contrapartida, são diferentes quando se trata de lixo do tipo B, que deve ser devolvido ao fabricante quando for composto por medicamentos impróprios para o uso e do tipo C, que corresponde a lixo radioativo.

Nesse caso, deverá ser descartado de acordo com a regulamentação proposta pela Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN).

Entre os outros tipos, a maioria desse resíduo tem por destino a incineração, procedimento no qual o material é queimado em temperaturas muito altas até sua destruição, o que também traz problemas ambientais por suas cinzas.

Uma alternativa para destinação do lixo é a esterilização, porém esse método é mais caro e não pode ser aplicado para todo tipo de resíduo, até porque alguns não suportariam o processo.

Considerações finais

Deve-se levar em consideração que o lixo hospitalar não pode ser reciclado e, mesmo quando o descarte adequado é realizado, há ameaças e danos ao meio ambiente, ainda que seja pelas cinzas presentes na incineração.

Por isso, é essencial que sejam buscadas alternativas para substituir o uso de materiais que não podem ser reutilizados, como já é feito com exames de imagem cada vez mais.

Seja qual for a natureza do resíduo, é importante repensar a necessidade do uso e quais alternativas podem se apresentar para que todos possam receber o atendimento adequado e ter suas necessidades supridas, sem que isso cause danos ao meio ambiente.

Esse texto foi originalmente desenvolvido pela equipe do blog Guia de Investimento, onde você pode encontrar centenas de conteúdos informativos sobre diversos segmentos.