Hoje, 80% do comércio global e também da cadeia de abastecimento são feitos pelo mar. Por isso, as alterações feitas na Estratégia Inicial da IMO (International Maritime Organization, ou seja, a Organização Marítima Internacional) 2018, como reduzir a emissão de gases poluentes em pelo menos 40% até 2030, já movimenta os bastidores do setor marítimo. A tecnologia, por sua vez, se mostra como grande aliada dessa missão. A Norsul, empresa de logística multimodal com soluções inovadoras de norte a sul, tem meta de zerar as emissões de CO2 até 2050 e já estuda combustíveis alternativos junto de outras empresas do segmento (e fora dele também) para que possa reduzir drasticamente as suas emissões. 

No MEPC 76, em junho de 2021, a IMO adotou novas medidas obrigatórias no Anexo VI da MARPOL para reduzir a intensidade de carbono do transporte marítimo internacional, ajustando as metas da navegação para alcançar a redução de gases de efeito estufa definidas na Estratégia Inicial da IMO de 2018 sobre Redução de Emissões de Navios. Tal regulamentação entrará em vigor a partir de novembro de 2022, mas já impulsiona o mercado para o desenvolvimento de tecnologias que viabilizam a produção de combustíveis mais limpos. Esse processo terá dois eixos: esforço de melhoria operacional e a criação de uma célula de combustível que vai emitir zero gás carbônico até 2050.   

O mundo está caminhando cada vez mais para uma direção onde a sustentabilidade é pré-requisito para operar, e a tecnologia seguirá como uma grande aliada deste processo não só na navegação, como em outros modais na infraestrutura logística também”, aponta Gustavo Paschoa, Diretor de Novos Negócios da Norsul. 

Desde 2020, a empresa tem orgulho de neutralizar 100% das emissões de carbono com o Programa Carbono Neutro Norsul. Em 2022, a neutralização de todos os modais segue utilizando créditos gerados pela preservação de mata nativa e também gerados em Aterros Sanitários, que capturam metano e o transformam em BioMetano — gás que, futuramente, poderá ser utilizado como combustível alternativo para embarcações de emissão zero. 

Alinhadas com o IMO e também com o Getting to Zero Coalition (aliança internacional com empresas de diversos setores empenhada em viabilizar embarcações comercialmente viáveis movidas a combustíveis com emissão zero em operação até 2030), instituições nas quais a Norsul participa ativamente da discussão a respeito do tema, as pesquisas da empresa estão avançadas e algumas já vem sendo colocadas em prática. 

Com o Propeller Boss Cap Fin (PBCF), por exemplo, um projeto inovador que consiste na troca de uma parte do hub da hélice do navio para reduzir ou eliminar o vórtex causado na extremidade posterior do sistema da embarcação. Em outras palavras, a iniciativa melhora a performance do propulsor e otimiza a energia aplicada ao software de navegação. Isso, por si só, traz uma economia de até 5% no consumo de combustível e, respectivamente, na redução das emissões de CO2. A Norsul foi a primeira a testar o dispositivo em uma embarcação de granel no país.

Outra ação prática é o Turbocharger ADG (sistema de compressão do ar para dentro do motor), em que a Norsul realiza o upgrade dos turbocompressores no motor de algumas embarcações, alteração que trará maior eficiência às operações das empresas dos equipamentos de propulsão e possível redução de consumo de combustível. 

Além disso, a pintura especial usada em embarcações comerciais no Brasil também marca o pioneirismo da Norsul, e tem o objetivo de diminuir a resistência no avanço do navio na água. O navio é pintado com uma tinta anti-incrustante, fabricada pela fusão do hidrogel de silicone ativo com um pequeno percentual de biocida. Com ela, o casco oferece menos atrito e, consequentemente, menor resistência ao avanço, aumentando a eficiência energética e, assim, diminuindo o consumo de combustíveis fósseis. 

Sempre trabalhando em projetos de inovação que buscam a economia de combustíveis, aliada com a redução do impacto ao meio ambiente, a marca quer ir além. “Para seguir atendendo às necessidades de empresas, parceiros e consumidores finais, a indústria precisa estudar alternativas mais limpas para tornar o processo viável comercialmente dentro dos novos padrões que vem surgindo. ESG é responsabilidade de todos”, ressalta Paschoa, lembrando ainda que a Norsul está há 58 anos no mercado e já realizava ações de ESG antes mesmo da sigla existir, tendo a sustentabilidade como um dos valores essenciais do negócio.