A plataforma de tokenização de ativos focados na pauta ESG, a Greener Preservation Token (GPT), é muito mais que um token digital e tem um forte respaldo científico. Nascida com a ideia de compensação de emissões de carbono para empresas, com foco na conservação de uma vasta área de floresta nativa, o token utiliza metodologia desenvolvida para quantificar o volume de carbono estocado.

A metodologia utilizada no GPT leva em conta características únicas dos biomas brasileiros, em especial o da região amazônica. Com base em critérios científicos, já utilizados em outras metodologias e variáveis baseadas no IPPC (Painel Intergovernamental Sobre Mudanças Climáticas) da ONU, foram estabelecidos novos e modernos parâmetros para a medição mais exata de carbono existente na natureza do Brasil.

Além do tamanho das nossas florestas, o que é determinado como “madeira em pé”, um dos diferenciais do país está no solo. Enquanto estudos desenvolvidos por pesquisadores da Europa e Estados Unidos propõem a medição do volume de carbono em uma profundidade máxima de 30 centímetros do solo, a metodologia brasileira defende a busca por amostras em uma profundidade de até 1 (um) metro. Isto porque os solos tropicais são mais antigos e profundos e, sendo assim, acumularam mais carbono ao longo do tempo. A partir deste ponto, se conclui que, apenas no solo, o volume de carbono encontrado seja o dobro do mensurado na fração defendida por outras metodologias.

A metodologia utilizada no GPT também tem como diretriz acertos mais precisos em suas medições. Uma vez que, ao contrário dos estudos mais antigos que realizam a aferição de carbono por estimativa indireta do teor de matéria orgânica do solo, a Grenner utiliza evidências cientificas empíricas, por meio de um equipamento de alta tecnologia, o CHN Analyser (Analisador Elementar), que é capaz de determinar das amostras o conteúdo elementar de carbono, hidrogênio e nitrogênio em uma ampla variedade de matrizes e concentrações.

A técnica também está atenta às características ímpares das florestas nativas brasileiras (úmida, seca etc.) e possui mecanismos capazes de estimar o volume de carbono estocado em cada tipo de floresta. Outro diferencial é realizar a análise em laboratório do carbono existente na serrapilheira – manta orgânica sobre o solo formada pela queda de componentes das plantas (como galhos, folhas, etc.) que, por meio da decomposição realizada por organismos, liberam nutrientes essenciais no solo para a germinação de sementes e o desenvolvimento da vegetação.

Estudos realizados obtiveram uma correlação entre os estoques de carbono e a biodiversidade da floresta. Desta forma, detectaram que lugares onde se tem mais carbono estocado apresentam maior diversidade de aves e isto indica que áreas preservadas, como as florestas nativas brasileiras, possuem mais estoques de carbono e biodiversidade do que as áreas semi-preservadas. Novos estudos nessa linha visando determinar outras correlações entre a biodiversidade e o estoque de carbono estão em andamento.

Ao todo, 27 serviços ecossistêmicos, entre eles, qualidade de água, redução de erosão, qualidade do ar, ciclagem de nutrientes, mudanças climáticas e biodiversidade, precisam ser incluídos no “pacote” quando se quantifica o carbono de uma floresta. Todos estes elementos podem seguir futuramente como parâmetros adicionais para a aferição de volumes do mercado de carbono no Brasil.

Na avaliação do presidente-executivo da Greener, Gustavo Ene, a base dos objetivos da plataforma é o desenvolvimento da economia verde. “O token tem como objetivo garantir a preservação da Floresta em pé de mais de 106 mil hectares de vegetação nos estados do Amazonas, Mato Grosso, Pará e Rondônia, onde vivem mais de 2 mil espécies de animais em um vasto bioma. Para garantia de tudo isto, nosso ativo é operado de forma segura, transparente, com credibilidade e governança”, relata.