Na semana do Lixo Zero, Foresea comemora marco pioneiro: seis meses com 100% de reaproveitamento de resíduos

Na semana em que a ONU celebra pelo segundo ano consecutivo o Dia Internacional do Lixo Zero (30 de março), a Foresea comemora um marco pioneiro no setor: seis meses de reaproveitamento integral dos resíduos gerados em suas operações. A empresa, que desde 2022 não envia lixo para aterros sanitários, reaproveitou em 2023 um total de 5.959 toneladas de resíduos.

Nos meses de janeiro e fevereiro de 2024, foram reaproveitadas 465 toneladas, que equivalem a 100% dos resíduos provenientes de suas operações marítimas e terrestres. Nesse período, os metais lideram a lista de reaproveitamento, com 87 toneladas. Os plásticos respondem por 18 toneladas e o lixo comum reaproveitado tem uma participação de 17,9 toneladas. 

Apenas um ano após a criação dessa data pela ONU, poder celebrar o Dia Internacional do Lixo Zero como a primeira empresa do setor de perfuração a reaproveitar 100% de seus resíduos é motivo de muito orgulho para nós. Muito além de estabelecer um novo marco de sustentabilidade na indústria offshore, reduzimos o impacto ambiental de nossas atividades e estamos influenciando o mercado de forma positiva, vendo clientes e fornecedores seguindo os mesmos passos” comemora o Vice-Presidente de Sustentabilidade da Foresea, Marco Aurélio Fonseca.

Meta de Lixo Zero foi traçada em 2019

O plano de reduzir a zero o envio de resíduos para aterros sanitários foi traçado em 2019, quando a então Unidade de Negócio de Perfuração que deu origem à Foresea adotou o projeto Aterro Zero como parte de sua estratégia ambiental. Desde que essa meta foi alcançada em 2022, o novo desafio passou a ser reaproveitar 100% dos resíduos gerados nas operações da Foresea, tendo como referência o conceito de reaproveitamento das diretrizes do Global Reporting Initiative (GRI) e do Pacto Global da ONU.

Historicamente, mais de 50% dos resíduos gerados pela Foresea são reciclados. Em 2023, os metais lideraram essa categoria de reciclados com 819 toneladas. Os resíduos contaminados com óleos, graxas e produtos químicos somaram 551 toneladas no período. Esses resíduos são coprocessados e utilizados como combustível alternativo para os fornos de produção de cimento.

Para chegar aos 100% de reaproveitamento foi preciso concentrar esforços nas etapas subsequentes do ciclo de vida dos resíduos. Isso porque havia ainda alguns tratamentos dados por empresas destinadoras que não eram considerados reaproveitamento pelos padrões do GRI como, por exemplo, o de cinzas provenientes de resíduos de incineração. Para vencer essa última barreira, a área de Sustentabilidade da Foresea buscou junto às empresas de destinação de resíduos a possibilidade do reaproveitamento dessas cinzas residuais.

Acompanhamento Digital ajudou a bater 100% de Reaproveitamento

As metas do programa Aterro Zero, até chegar aos 100% de reaproveitamento de resíduos, só foram possíveis porque a empresa criou um modelo de Sustentabilidade Digital. Os dados e planilhas de descarte e reaproveitamento de resíduos de todas as unidades da empresa, em terra e no mar, passaram a integrar um dashboard único, atualizado permanentemente.

Liderado pelo Gerente Executivo de Sustentabilidade, Carlos Júnior, esse programa envolveu os líderes da empresa na atualização digital dos dados, com trabalho individualizado em cada unidade, além do desenvolvimento dos fornecedores para essas novas estratégias na gestão da destinação final dos resíduos, priorizando sempre a reciclagem e o seu reaproveitamento. Nesse processo também foram criados indicadores específicos para medir e acompanhar a eficácia do processo.