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Os perfis de consumidor mais comuns no Brasil priorizam o preço dos produtos e serviços (affordability first), com o objetivo de economizar em cada uma das compras, e aspectos ligados à saúde física e mental (health first), de acordo com a edição mais recente do FCI (Future Consumer Index), produzido pela EY. Na amostra brasileira, 29% dos consumidores são affordability first; 26% health first; 20% planet first; 13% experience first; e 12% society first. Os mercados desenvolvidos têm mais consumidores priorizando o preço dos produtos e serviços, enquanto, nas economias em desenvolvimento, a saúde como prioridade foi o perfil mais notado.

O estudo afirma que houve uma mudança relevante entre os consumidores globais no sentido de estarem mais atentos à sua saúde e ao preço dos produtos e serviços, com o propósito de economizar. Isso pode ser reflexo da pandemia, o que levou a cuidados maiores com a saúde por parte das pessoas em geral, e da inflação ao longo desse período e nos meses posteriores, resultando na necessidade de enxugar o orçamento.

O levantamento, realizado entre os dias 16 de março e 14 de abril do ano passado, contou com a participação de pouco mais de 21 mil respondentes provenientes de 27 países, incluindo o Brasil. O FCI, que é produzido periodicamente, mapeia o comportamento do consumidor ao longo do tempo para identificar tendências de mercado. O propósito é fornecer uma perspectiva dos movimentos que são resultado de reações temporárias e daqueles que indicam realmente alterações consistentes no mercado de consumo.

Veja abaixo as principais constatações referentes a cada grupo de consumidor.

1) Affordability first

Estão atentos ao orçamento, com o objetivo de economizar. Mais de seis em cada dez (65%) estão muito preocupados com o aumento do custo da energia elétrica, do gás e da água. Já 55% dizem que estão comprando apenas o essencial. Quase dois em cada dez (18%) têm a expectativa de que a vida ficará pior em três anos, e 66% não esperam que a economia do seu país se recupere dentro de um ano.

2) Health first

Esses consumidores estão focados na sua saúde. Mais da metade (55%) está muito preocupada com o acesso a um plano de saúde de qualidade, assim como com a manutenção da sua saúde mental (52%). Porcentagem semelhante (51%) diz que saúde estará entre seus critérios mais relevantes de compra nos próximos três anos.

3) Planet first

São aqueles que priorizam o consumo mais consciente. Para isso, dão preferência por fornecedores locais, e não grandes redes, almejando uma relação transparente com as empresas. Mais de seis em cada dez (65%) estão muito preocupados com as mudanças climáticas, e 89% estão mudando para alternativas mais sustentáveis de produtos e serviços. Por fim, 77% dizem precisar de mais informações para fazer melhores escolhas sustentáveis.

4) Society first

O lema desses consumidores é possuir menos, mas comprar produtos e serviços de melhor qualidade. Quatro em cada dez estão tentando novas marcas para reduzir custos. Mais de oito em cada dez (81%) vão prestar mais atenção para o impacto social daquilo que consomem, assim como porcentagem semelhante (83%) espera que as companhias entreguem resultados sociais e ambientais positivos.

5) Experience first

São os consumidores mais otimistas financeiramente e socialmente, vivendo para o momento presente e buscando benefício próprio nos produtos e serviços. Mais de sete em cada dez (72%) querem fazer todas as coisas impossibilitadas pela pandemia. Quase metade (45%) tende a comprar coisas porque isso faz com que eles fiquem felizes, e 65% têm a intenção de gastar mais em experiências.

Onde eles estão mais presentes?

Finlândia, com 52%, Japão, com 49%, e Nova Zelândia, com 47%, são os países com as maiores porcentagens de affordability first entre seus consumidores. México, com 32%, China, com 30%, e Argentina, com 29%, apresentam as maiores porcentagens em health first. Índia, com 24%, Itália, com 22%, e Arábia Saudita, com 22%, registram os maiores números em planet first. Já Índia, com 23%, Nigéria, com 21%, e Arábia Saudita, com 20%, são aqueles com maiores porcentagens de consumidores society first. Por fim, para experience first, destacam-se Chile, com 21%, Arábia Saudita, com 18%, e Tailândia, com 16%.

Nesse link você pode ler o material completo no portal da Agência EY, e aqui você pode se inscrever na nossa newsletter e receber materiais semelhantes, em primeira mão!

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