Apesar de ser um gênero de plantas de uso milenar e com o uso medicinal liberado em mais de 50 países, entre eles os Estados Unidos, onde já pode ser encontrada na farmácias de dezenas de estados, no Brasil a Cannabis ainda é cercada de tabus e encontra entraves para sua regulamentação, principalmente pelos efeitos psicoativos de uma de suas subespécies, a Maconha. O que poucos sabem é que o Cânhamo, planta da família da Cannabis que contém no máximo 0,3% de tetrahidrocanabinol (THC), princípio ativo que causa efeitos psicoativos, comparado aos até 30% de THC encontrados na Maconha, é considerada por especialistas como a planta do futuro.
 

Isso porque as tecnologias da planta são várias. A nível de comparação, das 17 metas globais de Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) definidas pela ONU, a Cannabis pode impactar 15 e a subespécie Cânhamo tem propriedades que podem ajudar em 8, com grande impacto no futuro do planeta. “Ultrapassar as barreiras e tabus que envolvem Maconha e evidenciar o potencial único do Cânhamo será uma virada de chave para o planeta, por isso, por isso, a planta tem atraído a atenção de muitos empreendedores e Investidores”’, reforça Luís Quintanilha, CEO da Kanna, a flexible DAO (Organização Autônoma Descentralizada) de impacto social e ambiental, que une a tecnologia blockchain com o mercado promissor da Cannabis.
 

No Objetivo de Desenvolvimento Sustentável Vida na Água, o cânhamo contribui por requerer menos água que o algodão e o linho, afinal a semente é muito resistente e cresce em clima de altas temperaturas – inclusive com alguns estados do Nordeste brasileiro sendo ideais para o plantio, o que auxilia a evidenciar a importância da preservação dos mares e oceanos e do uso consciente da água. A planta também atua no objetivo Vida Terrestre, com a fitorremediação do solo, por ser capaz de limpar metais pesados no solo, com uso testado e bem-sucedido em Chernobyl, local do maior desastre nuclear da história; e de remover CO2 do meio ambiente, por absorver mais CO2 por hectare do que qualquer outra cultura conhecida, com suas estopas podendo ser usadas na produção de papel, descartando a necessidade de corte de árvores.
 

Esses dois são os principais impactos responsáveis pelo Cânhamo ser considerado a planta do futuro. A Kanna, inclusive, é uma empresa que, por meio do cripto ativo KNN, promove impacto ambiental, melhora na economia local e conscientização sobre a planta. O ativo digital KNN baseia-se em uma fração de solo revitalizado pelo cânhamo, CO2 neutralizado e doações para a comunidade. A DAO tem o diferencial de reinvestir todos os lucros em prol desses objetivos, com 15% sendo reinvestido para a comunidade local, através da realização de benfeitorias na região.
 

“Nosso objetivo enquanto a primeira DAO com o ESG no centro operação, aliando o impacto ambiental (E) e socioeconômico (S) do cânhamo, com a transparência e Governança da Blockchain (G), é ser também uma alternativa para pessoas que querem atuar para a mudança climática”, explica Quintanilha. O mercado parece ser promissor, uma pesquisa encomendada pelo Observatório do Clima e Greenpeace Brasil apontou que 95% dos brasileiros se preocupam com as mudanças do clima e estão dispostos a pagar mais por produtos sustentáveis.
 

Outras metas dos ODS que o Cânhamo pode contribuir são a Fome zero e agricultura sustentável: 100 gramas de cânhamo tem mais proteínas que 100 gramas de ervilha, podendo ser utilizada para combater a desnutrição, e o cultivo de Cânhamo, além de restaurar solos contaminados, pode complementar outras culturas que são menos sustentáveis. No objetivo Saúde de qualidade, o Cânhamo contribui por ser rico em ômega 3, ácido graxo essencial que atua diretamente no cérebro contribuindo para a manutenção das funções cognitivas, ajudando a prevenir doenças como a ansiedade, depressão e o mal de Alzheimer.
 

Enquanto para a meta de Indústria, Inovação e Infraestrutura, os plásticos de cânhamo podem substituir produtos de petróleo, o cânhamo pode ser usado para produzir roupas, cordas e telas, e, construir casas, em alternativa para o metal, carpete, madeira, isolamento, entre outros usos. No objetivo de Consumo e produção responsáveis, o cânhamo pode proporcionar padrões de produção e de consumo sustentáveis, com a possibilidade de ser refinado em biodiesel usado para fazer etanol e metanol, biodegradáveis, não tóxicos e com menos produção de gases de efeito estufa.
 

Nossa expectativa é que até o fim de 2026 a Kanna tenha regenerado cerca de 150 Hectares de solo e removido milhares de toneladas de CO2 da atmosfera, atuando em regiões vulneráveis com solo degradado e baixo idh, além de ter gerado centenas de emprego e investimentos para essa região.