Promessas Vazias ou Esquecidas? O Pacote de Urbanização de Guaratiba pelo Prefeito Eduardo Paes

Olá, caro leitor! Prepare-se para uma viagem no tempo, de quase uma década atrás, quando o então prefeito Eduardo Paes encantou os cidadãos do Rio de Janeiro com suas promessas de transformar Guaratiba em um oásis urbanizado. No entanto, será que essas promessas se transformaram em realidade ou apenas em palavras perdidas nas brisas cariocas?

Eduardo Paes, há quase 10 anos, disse com toda a pompa e circunstância que os principais investimentos seriam direcionados para a urbanização de Guaratiba. Ora, isso soou como música aos ouvidos da população local, que ansiava por ruas pavimentadas, serviços básicos decentes e uma infraestrutura digna. As palavras do então prefeito ecoaram como sinos de esperança, prometendo um amanhã brilhante para aqueles que estavam cansados de décadas de negligência.

“Não terá nenhum bairro de Guaratiba sem pavimentação sem tá urbanizado”, proclamou Paes com confiança inabalável. Mas olhando para as ruas empoeiradas, para os becos esquecidos e para a falta de saneamento básico, você não pode deixar de se perguntar: onde estão os resultados dessa promessa? Será que Guaratiba foi deixada à margem das prioridades municipais, como um navio encalhado em um mar de desculpas e desinteresse?

Jardim Maravilha 1
Foto: Record TV – R7.com

A verdade é que, enquanto Eduardo Paes fez suas declarações grandiosas sobre urbanização, os anos passaram e Guaratiba parece ter ficado estagnada no tempo. Em meio à explosão de projetos em outros cantos da cidade, com arranha-céus se multiplicando como cogumelos após a chuva, Guaratiba permanece à espera. A perplexidade cresce à medida que a promessa de “nenhum bairro sem pavimentação” é confrontada com a realidade das estradas acidentadas que mais parecem trilhas de aventura.

Imagine a cena: moradores olhando para suas ruas poeirentas e se perguntando se estão presos em um daqueles jogos de realidade virtual onde nada é como parece. As palavras de Paes parecem ecoar agora como um eco vazio, lembrando a todos que promessas podem ser tão voláteis quanto um balão colorido estourado pela agulha da indiferença.

E que dizer do Jardim Maravilha, que há décadas sofre com a ausência de saneamento básico? Enquanto os discursos eram pronunciados com eloquência, as águas sujas continuavam a fluir, levando consigo a dignidade e a qualidade de vida dos residentes. Essa é uma daquelas situações em que as palavras são facilmente superadas pela realidade crua e desconfortável, uma analogia triste de como as promessas políticas muitas vezes evaporam diante dos desafios reais.

Não se pode negar que a cidade evoluiu em muitos aspectos, mas é difícil não se perguntar por que um pacote de urbanização, que prometia tanto, permaneceu esquecido nas gavetas dos burocratas. Talvez seja o momento de questionar não apenas as palavras, mas também as ações – ou a falta delas. Afinal, a beleza das palavras só se manifesta quando acompanhadas pela ação incansável que as transforma em realidade.

À medida que as décadas se acumulam desde a promessa feita por Eduardo Paes, a pergunta continua martelando nossas mentes: ele mentiu? Será que Guaratiba é uma vítima das artimanhas da política, onde a retórica brilhante é usada para obscurecer a falta de progresso tangível? O tempo dirá, mas é certo que as promessas não cumpridas deixam um gosto amargo na boca daqueles que anseiam por uma vida melhor.

Portanto, caro leitor, enquanto mergulhamos nas águas tumultuadas da política e do progresso, é importante lembrar que as palavras são apenas o começo. São as ações que traçam o verdadeiro curso da história. Guaratiba, com suas estradas poeirentas e suas lutas silenciosas, permanece como um lembrete constante de que, por trás de todas as promessas, está a necessidade premente de ação verdadeira e duradoura.