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O desmanche de veículos é um negócio que transita entre formalidade e informalidade no país. Em diversos lugares, existem os famosos desmanches, nos quais peças que compõem um carro são retiradas e reaproveitadas. Esses objetos são vendidos, em alguns casos, em locais clandestinos, e muitos motoristas acabam procurando, devido ao valor, que geralmente é mais barato.

Hoje, no estado de São Paulo, existe uma lei que visa regulamentar a sucata de carros e que se torne viável as formalidades legais. O objetivo é regulamentar de forma rígida e reduzir golpes de seguradoras, desmanches e oficinas clandestinas que são provenientes de furtos e roubos.

A reciclagem de carros ainda possui muito preconceito, justamente por conta dessa visão de informalidade, porém algumas startups têm lucrado com esse tipo de negócio. Estima-se que cerca de 500 mil carros são desmontados por ano, gerando em algumas situações até R$ 4 bilhões.

O que é reciclagem de carros?

Assim como a ideia de reciclagem de objetos que podem ser reaproveitados, a prática em carros segue a mesma filosofia. A intenção dessa reciclagem é garantir a procedência de materiais a serem resgatados, pois, dependendo do estado do carro, 85% das peças podem ser reutilizadas para reposição. 

A desmontagem e utilização das peças de reúso já começou a interferir positivamente na economia. Algumas seguradoras já permitem a utilização de peças provenientes de desmanches cadastrados no Detran, ou seja, a ideia já está sendo disseminada a cada dia que passa.

Como as empresas atuam?

As startups que atuam com reciclagem de carros retiram itens como líquidos, pneus, baterias e estofamentos, e o que sobrou enviam para fábricas triturarem. Após isso, esses objetos triturados, como aço, são derretidos e voltam para o mercado. Já pneus, borracha e estofamentos são enviados às indústrias desses setores.

Segundo uma matéria do Estadão, a empresa Green Way for Automotive, que atua nesse mercado, afirma que trata-se de um processo de logística reverso, ou seja, enquanto para montagem as peças são colocadas uma a uma, na reciclagem eles são retirados, triturados e redistribuídos.

Em outra empresa que também atua no mercado, chamada Powerfleet Brasil, o CEO Daniel Schnaider afirma que é preciso ter maior conscientização quanto aos danos ambientais referentes a peças não reaproveitadas. Ele ressalta que carros já conseguem alcançar reúso de 85% de sua engrenagem e que a empresa atua com a otimização de soluções para o descarte adequado.