Empresas como a Starlink têm planos ambiciosos de lançar milhares de satélites nos próximos anos, mas à medida que esses satélites atingem o fim de suas vidas úteis, um novo problema surge: sua reentrada na atmosfera pode lançar toneladas de óxido de alumínio, potencialmente afetando a camada de ozônio da Terra.

Um estudo recente revelou que cerca de 360 toneladas dessas pequenas partículas metálicas poderão ser injetadas na estratosfera anualmente. Isso ocorrerá principalmente entre 50 e 85 quilômetros de altitude, região crucial para a camada protetora de ozônio.

A interação dessas partículas com compostos como ácido nítrico e sulfúrico na estratosfera levanta preocupações sobre o aumento das reações químicas que podem destruir o ozônio. Esses processos, similares aos que causaram o famoso “buraco na camada de ozônio” devido aos CFCs, poderiam ser exacerbados pela presença de alumínio.

Embora as quantidades atuais pareçam pequenas em comparação com eventos naturais como erupções vulcânicas, a acumulação a longo prazo e a falta de estudos detalhados sobre o comportamento do alumínio na estratosfera são motivo de preocupação.

Com o aumento previsto no lançamento de satélites nos próximos anos, a necessidade de entender e mitigar os impactos ambientais dessas operações torna-se urgente. Estudos adicionais são necessários para avaliar os riscos precisos e desenvolver medidas para minimizar potenciais danos à camada de ozônio e ao meio ambiente.

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