Segundo dados da ONU, no último dia 15 de novembro a população mundial superou a marca de 8 bilhões de habitantes. Até 2030 a projeção é que atinja 8,5 bi de pessoas no planeta. Com este crescimento esperado também aumenta a demanda por alimentos e a pressão na agricultura para conseguir alimentar tantas pessoas. Mas, tão importante quanto ampliar a produção é produzir com sustentabilidade, hoje o maior desafio no campo.

Para debater sobre esse importante tema, hoje, dia 22 de novembro, às 11h30, durante a Top Farmers, em Campinas/SP, acontece o painel: Tecnologias para uma produção sustentável. O assunto será apresentado pela Fortgreen, empresa brasileira que desenvolve soluções para nutrição e fisiologia vegetal, com sede em Paiçandu/PR, e pertence ao grupo europeu Origin, que convidou o cliente e agricultor João Luiz Ferri, que cultiva em 480 hectares, em Campo Mourão/PR, para contar sobre sua experiência no assunto.

Também participa da conversa a convite da empresa, o doutor Marco Antonio Gandolfo. Ele que é professor associado da Universidade Estadual do Norte do Paraná, também atua como pesquisador do Instituto Dashene e ainda faz consultoria na área de Tecnologia de Aplicação de Agroquímicos.

Segundo ele, a ideia desse painel é fazer uma exposição do crescimento da agricultura com base não só no aumento da produção, mas na ampliação da demanda de insumos como, por exemplo, fertilizantes e agroquímicos. “Com base nessa vertente, vamos tentar trabalhar o que a tecnologia influenciou na redução da procura por soluções e o que proporcionou essa realidade de sustentabilidade do agronegócio”, antecipa Gandolfo.

Ainda durante a apresentação, será realizada uma abordagem rápida sobre o que a tecnologia reduziu de perda nas pulverizações, principalmente no quesito redução de deriva e de evaporação das gotas, além da volatização do ingrediente ativo. “A ideia também é falar o quanto isso contribuiu para o ambiente, com a redução da contaminação, e o quanto essas inovações possibilitaram a redução no uso da água, no uso de agroquímicos”, reforça o professor.

Um dado muito importante a se destacar é que o Brasil vem reduzindo gradativamente o volume utilizado nas aplicações, e com base nessa retração houve uma economia muito grande de água. “Eu vou quantificar isso, se nós mantivéssemos as mesmas tecnologias de 10 ou 20 anos atrás, o quanto estaria consumindo de água, quanto isso custaria em termos econômicos, já que tem bombeamento, transporte, transferência de água e aplicação dela, tudo isso representa um custo”, destaca o consultor.

Com base nesses dados serão citadas algumas tecnologias, como a introdução de novas pontas de pulverização, utilização de adjuvantes, que contribuíram muito para a redução dessas perdas. Além disso, será falado sobre os sistemas eletrônicos de monitoramento e registro das operações que possibilitaram que não só as máquinas registrassem as condições em que as aplicações são feitas, mas como esses relatórios permitiram que se refizesse essas configurações para aplicações posteriores com maior eficiência.

Mais detalhes

O painel será moderado pelo engenheiro agrônomo com mestrado em nutrição de plantas, Leonardo Régis Pereira, diretor técnico e de marketing da Fortgreen. Segundo ele, esta será uma oportunidade única para os agricultores e visitantes que buscam informações sobre tecnologias para uma produção cada vez mais sustentável. “Reforçamos o nosso compromisso em destacar alternativas que realmente impactam em uma agricultura cada vez mais eficiente e ambientalmente correta. Por isso reunimos neste painel profissionais muito experientes que têm muito a contribuir com o conhecimento”, diz.

Durante os dois dias de evento (hoje, 22 e amanhã, 23), a equipe da Fortgreen estará presente no estande da empresa com toda sua linha de produtos, tirando dúvidas e orientando os visitantes e clientes. “Fica aqui o convite, aos produtores que desejam conhecer mais sobre nossas soluções em fertilizantes foliares, adjuvantes e também biológicos. Temos um portfólio completo para uma produção cada vez mais sustentável”, finaliza Pereira.