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Ao longo dos anos, o ramo alimentício vem lançando novidades e tendências capazes de gerar impacto no consumo. A bola da vez são os super alimentos, também conhecidos como superfoods, que trazem uma nova perspectiva do que é uma alimentação saudável. 

Segundo a Organização Pan-Americana da Saúde, uma alimentação alinhada com a saúde é aquela capaz de fornecer todos os macro e micronutrientes necessários para o funcionamento do corpo humano. É nesse espectro que os superfoods se encaixam, já que a proposta é concentrar substâncias nutritivas e compostos bioativos em sua composição, muito acima da média. 

Por possuírem uma base estrutural repleta de itens essenciais para o organismo, os super alimentos podem oferecer diferentes benefícios para saúde. Fortalecimento do sistema imunológico, prevenção de doenças, aceleração do metabolismo e combate ao envelhecimento são algumas das vantagens que os superfoods podem proporcionar, segundo pesquisas.

O que são os super alimentos? 

Segundo um artigo publicado no site da Escola de Saúde Pública da Harvard TH Chan, o primeiro registro desses alimentos surgiu no início do século XX, por volta da Primeira Guerra Mundial, e teve relação direta com o incentivo do consumo de frutas como a banana.

O termo superfoods, conforme o Centre for the Promotion of Imports from Developing Countries (CBI), é utilizado para descrever alimentos e ingredientes ricos em nutrientes ou ainda aqueles que são capazes de promover benefícios para a saúde. Sendo assim, os super alimentos são aqueles que possuem uma alta concentração de proteínas, vitaminas, minerais, antioxidantes, polifenóis e outros compostos que agregam valor ao organismo.

A abundância dos nutrientes nesses alimentos é tamanha que não é necessário ingeri-los em grande quantidade para obter a dosagem necessária para garantir o bom funcionamento do corpo humano.

Quais são os superfoods?

Segundo a revista Food Ingredients Brasil, alimentos como mel, maca peruana, chá-verde, cevada, aloe vera e noni são considerados super alimentos. A publicação elenca ainda café, salmão, cúrcuma, linhaça e quinoa.

Alimentos tradicionalmente encontrados na flora brasileira também são categorizados. Segundo a websérie “Sistema Regenerativo da Floresta (SRF)” idealizada pela Mahta, empresa especializada em superfoods, açaí, cacau, coco, cupuaçu, castanha do Brasil, taperebá, bacuri e graviola também se enquadram na categoria. 

No modo geral, os superfoods costumam ser naturais e orgânicos. Segundo o SRF, alimentos vindos de um plantio saudável, ou seja, sem a presença de agrotóxicos e outras substâncias químicas, conseguem proporcionar mais benefícios ao metabolismo e evitar o aumento de doenças e problemas de saúde. 

No entanto, é importante ressaltar que nem todos os alimentos naturais e orgânicos são considerados super alimentos. 

Benefícios para a saúde 

De acordo com o co-fundador da websérie SRF, Edgard Calfat, os superfoods possuem alta concentração de aminoácidos, e os carboidratos são de baixo índice glicêmico, além de fibras. Essa combinação, de acordo com Edgard, ajuda no funcionamento da microbiota (ver se usamos microbiota ou microbioma. Isso sempre precisa ser considerado, não automático) humana e favorece o metabolismo. 

A relação entre os super alimentos e as bactérias do organismo também fornece benefícios para o cérebro. De acordo com o médico Pedro Schestatsky, 90% das substâncias químicas cerebrais são produzidas pelo microbioma do intestino. As bactérias presentes no intestino trabalham de forma coordenada com o cérebro e são essenciais para o seu perfeito funcionamento.

Além da importância para o corpo humano, os superfoods também são capazes de promover benefícios à saúde e auxiliar no combate de doenças. Segundo um artigo publicado na National Library of Medicine, os super alimentos podem ser eficazes na prevenção de patologias cardiovasculares e diabete tipo II, quando consumidos na quantidade correta. 

Os alimentos considerados superfoods também atuam como agentes na manutenção da saúde humana. De acordo com a revista Food Ingredients Brasil, o açaí tem nutrientes anti-inflamatórios que auxiliam no sistema imunológico e atuam no combate ao envelhecimento precoce. O coco acelera o metabolismo e, por esse motivo, consegue auxiliar na perda de peso. 

Por fim, a revista aponta que o chá-verde é um dos superfoods utilizados para prevenir o câncer, por conta da catequina presente em sua composição. Uma pesquisa publicada na revista científica americana Cancer Prevention mostrou que o consumo diário do chá-verde pode auxiliar no atraso do aparecimento da doença em mais de sete anos, em mulheres, e em até três anos, para os homens. 

Um outro estudo também indicou o poder desse superfood. De acordo com uma pesquisa publicada na Cancer Science, que acompanhou cerca de 90 mil japoneses por mais de uma década, constatou-se que as pessoas que bebiam grande quantidade de chá-verde apresentavam menos riscos para vários tipos de câncer.