O táxi aéreo VoloCity será autorizado para voos de teste durante as Olimpíadas.

Durante as Olimpíadas de Paris de 2024, os revolucionários “táxis voadores” estarão em teste, marcando um avanço significativo na mobilidade urbana futurista. O ministro dos Transportes da França, Patrice Vergriete, confirmou na quarta-feira que esses veículos inovadores, semelhantes a drones de grande porte, serão autorizados para uso experimental durante o evento esportivo global.

Inovação e Limitações Durante as Olimpíadas

Os táxis voadores, descritos como aeronaves com 18 rotores, estão sendo desenvolvidos para transportar pessoas em curtas distâncias de maneira eficiente. Apesar do entusiasmo em torno desta tecnologia, Vergriete ressaltou que os testes serão limitados e não incluirão o uso pelo público em geral. “Vamos experimentar esta inovação mundial durante os Jogos Olímpicos. É um avanço tecnológico que pode ser útil”, disse ele ao Le Parisien. No entanto, o ministro deixou claro que, por ora, esses voos serão restritos e servirão mais para análises de viabilidade e impacto.

Possíveis Aplicações Futuras

Vergriete vê potencial em usos futuros dos táxis voadores, especialmente como ambulâncias. “Poderiam ser úteis como uma ambulância futura, então sejamos pragmáticos. Vamos analisar o impacto e fazer uma análise de custo-benefício”, afirmou. Ele também destacou que a eficácia e o nível de ruído desses veículos serão critérios críticos durante os testes nos Jogos. “Se percebermos que não são eficazes e fazem muito barulho, tiraremos conclusões.”

Desafios Regulatórios e Ambientais

Embora a ideia dos táxis voadores seja fascinante, ela enfrenta barreiras regulatórias e de segurança. A Volocopter, fabricante alemã por trás do VoloCity, vem realizando testes na região de Paris há alguns anos e está pressionando para obter a autorização necessária das autoridades europeias a tempo para as Olimpíadas. Quatro zonas de pouso e decolagem foram construídas em Paris, incluindo uma plataforma flutuante no rio Sena e áreas em aeroportos estratégicos como Charles de Gaulle e Le Bourget.

No entanto, os táxis voadores enfrentam resistência por suas credenciais ambientais e sua praticidade como uma solução de transporte sustentável. Dan Lert, vice-prefeito de Paris e membro do partido Verde francês, criticou o projeto, chamando-o de “lavagem verde”. “É um meio de transporte criado para os ultra-ricos que têm pressa porque só há espaço para um passageiro”, disse Lert à AFP.

Reação Pública e Investimentos

Além das críticas políticas, uma petição exigindo a proibição dos táxis voadores já reuniu cerca de 15 mil assinaturas. Um grupo chamado “Táxis Voadores, Não, Obrigado” organizou uma manifestação para 21 de junho, sinalizando uma resistência significativa da comunidade local.

Apesar dos desafios, a Volocopter continua investindo pesadamente no desenvolvimento do VoloCity. A empresa anunciou que investiu cerca de 600 milhões de euros (650 milhões de dólares) e visa obter a certificação da Agência de Segurança da Aviação da União Europeia (EASA) até o outono europeu. O VoloCity pode atingir uma velocidade máxima de 110 km/h e tem capacidade para um piloto e um passageiro, o que o torna adequado para deslocamentos rápidos em áreas urbanas congestionadas.

Perspectivas para o Futuro

Os testes dos táxis voadores durante as Olimpíadas de Paris representam um passo significativo para a mobilidade aérea urbana. Com a atenção global voltada para Paris durante o evento, o sucesso desses testes poderá abrir caminho para a aceitação mais ampla desta tecnologia revolucionária. No entanto, a eficácia operacional, o impacto ambiental e a aceitação pública serão fatores decisivos para o futuro dos táxis voadores como uma solução de transporte viável e sustentável.

Fonte: Phys.org

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