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No ano de 2022 foram retiradas 200 toneladas de lixo dos manguezais de Gramacho. A remoção foi efetuada por uma equipe da Statled Brasil, empresa que administra o aterro sanitário de Gramacho.

Há 25 anos atuando na recuperação do ecossistema, o biólogo Mario Moscatelli, que coordena o trabalho da equipe, reforça a importância das ações de recuperação do mangue. 

“A maior parte do entulho é formada por resíduos domésticos, atirados pela população nos rios Iguaçu e Sarapuí, na Baixada Fluminense, que desaguam na baía de Guanabara. Na alta da maré, o lixo transborda para os manguezais. Então, antes de realizar o replantio dos mangues é preciso dedicar tempo para retirar desde sacos de lixo doméstico a sofás e televisões velhas da área a ser recuperada. Seria importante que as pessoas se conscientizassem sobre a destinação correta dos resíduos”, afirma Moscatelli.

O trabalho de recuperação ambiental da região rende frutos. Recentemente, duas capivaras foram vistas na região e houve aumento da presença de caranguejos-uçá (_Ucides cordatus_), conhecidos como caranguejos de mangue.

“Os manguezais filtram a sujeira das águas e, por isso, são essenciais para permitir que essas espécies se reproduzam. Posso afirmar que esse ecossistema, que foi tão degradado durante décadas na região, atualmente, está em plena recuperação”, destaca Moscatelli.