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O Bradesco começou a adotar o ChatGPT como uma ferramenta complementar à leitura de textos oficiais produzidos pelo Banco Central do Brasil (Bacen). A análise minuciosa desses documentos é parte fundamental do trabalho dos economistas para a previsão das próximas movimentações de juros. Por isso, o Departamento de Pesquisa e Estudos Econômicos (Depec) da instituição financeira tem testado o modelo de IA generativa para obter uma visão “agnóstica” dos comunicados e atas do Comitê de Política Monetária (Copom).

O uso da solução da OpenAI permite uma leitura não subjetiva dos documentos, o que ajuda a confrontar e apoiar as análises tradicionais feitas pelos economistas. Além disso, o modelo de linguagem é capaz de interpretar novos textos e indicar um possível comportamento futuro com base no treinamento que recebeu com documentos existentes sobre o tema.

Para garantir uma pontuação mais precisa, o Bradesco, por meio do Depec e do inovabra, seu ecossistema de inovação, desenvolveu uma metodologia de rotulagem das comunicações escritas pelo Banco Central. Com o uso de um Prompt (conjunto de frases gramaticalmente corretas que diz para a IA o que deve ser feito) e a submissão de cada parágrafo para a IA generativa, a ferramenta fornece uma pontuação para cada trecho da ata ou comunicado.

“Os resultados iniciais do uso do ChatGPT pelo Depec são encorajadores e ajudam a calibrar a expectativa para o movimento de juros de curto prazo imediatamente após a publicação dos comunicados”, explica Fernando Honorato, Economista-Chefe do Bradesco. “Essa é mais uma ferramenta em nossa busca pela excelência na análise de dados em grande escala (big data) e antecipação de cenários, apoiando o banco em suas tomadas de decisões”.

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