Estar em contato com a natureza é um pré-requisito para a qualidade de vida de muitas pessoas. O ar puro e a presença de animais e plantas podem trazer inúmeros benefícios para a nossa saúde, mas as mudanças climáticas estão dificultando essa proximidade.

Seja pela necessidade de fazer a instalação e manutenção de ar condicionado ou de reforçar o isolamento térmico das casas, os efeitos dessas mudanças estão cada vez mais presentes no nosso dia a dia.

Tudo isso nos mostra o quando o ecossistema da Terra já sofreu e ainda sofre para tentar se balancear novamente. Pouco a pouco, nós começamos a encarar as consequências de anos de evolução desenfreada e pouco preocupada com o meio ambiente.

Grandes mudanças no planeta

Com diversos fenômenos naturais assolando as cidades ao redor do mundo, muitos estão recorrendo a recursos como um gerador para residência para garantir o suprimento de energia elétrica durante panes causadas por tempestades, furacões e outros desastres.

A presença do homem, ao passo que é necessária para o funcionamento do ecossistema perfeito e balanceado do planeta, tem sido um fator de descontrole ambiental. 

A retirada descontrolada de matéria prima e o descarte inadequado de resíduos, além do desmatamento, crescimento astronômico das cidades e outras atividades, são responsáveis por alterar o curso da natureza e gerar grandes alterações no meio ambiente.

Um exemplo é o desmatamento e a destruição de habitats naturais que levam ao surgimento de doenças zoonóticas, ou seja, doenças que são transmitidas de animais para humanos, como já foi visto com o Ebola, a SARS e, mais recentemente, a COVID-19.

Outro exemplo é a poluição do ar e da água, que pode levar a doenças respiratórias, cardiovasculares e outros problemas de saúde. 

A poluição do ar também afeta a qualidade dos alimentos cultivados e a segurança alimentar, pois influencia diretamente a produção de culturas e a saúde do gado.

Além disso, a agricultura intensiva também favorece o surgimento de doenças devido ao uso excessivo de antibióticos e pesticidas, que ajudam a criar uma seleção de bactérias resistentes a antibióticos e promover a propagação de doenças.

O impacto do clima na proliferação de doenças

Por mais que os dois assuntos não pareçam ser relacionáveis à primeira vista, as mudanças do clima e o aumento da proliferação de doenças já foi caso de estudos científicos aprofundados. 

Em agosto de 2022, uma equipe de pesquisadores da Universidade do Havaí concluiu um estudo que mostrava o impacto das alterações climáticas em mais de 200 doenças já existentes.

Publicado na revista Nature, o estudo tinha como objetivo descobrir se o clima teria tido alguma participação na disseminação do vírus da Covid-19, mas acabou encontrando muito mais do que isso. 

Se apoiando em uma base de dados com mais de 70 mil artigos científicos, a equipe, liderada pelo professor do Departamento de Geografia e Meio Ambiente da Universidade do Havaí, Camilo Mora, encontrou mais de 3 mil exemplos de impacto do clima nas doenças. 

Entre os efeitos de maior influência, estão, em ordem crescente, as secas, as enchentes, o aumento das chuvas e, o campeão, aquecimento global.

Olhando essas informações, um operário que trabalha com rosca transportadora helicoidal flexível pode ter algumas questões a respeito de como o clima pode ter essa participação na propagação de doenças.

O time de cientistas foi mais além dos estudos e organizaram esses fenômenos em quatro grupos que explicam como essas doenças se fortalecem e se tornam ainda mais perigosas para os seres humanos e animais. Confira.

Aproximação dos humanos com as doenças

Com a destruição das moradias devido a furacões, tempestades, deslizamentos, terremotos, entre tantos outros fenômenos, é, infelizmente, muito comum que as pessoas precisem deixar seus lares em condições bastante precárias.

O desastre ocorrido em São Sebastião, no litoral paulista, no início de 2023 é um excelente exemplo. A destruição das casas obrigou as pessoas a se instalarem em abrigos improvisados, com poucos recursos de salubridade e grande exposição a vírus e bactérias.

Também era necessário atravessar grandes áreas alagadas e cobertas de lama e detritos, que eram propícios para a contaminação por doenças como a leptospirose.

Além disso, pessoas que vivem da compra de sucata, por sua vez, e trabalhadores que exercem atividades parecidas, estão constantemente em risco de manipularem água parada, sujeira acumulada há bastante tempo e resíduos repletos de agentes patogênicos.

Doenças cada vez mais próximas

No movimento contrário, os agentes patogênicos estão cada vez mais próximos dos seres humanos. Isso acontece principalmente por conta do desmatamento desenfreado, mas o crescimento das cidades também têm grande participação nesse processo.

Por mais que seja bastante agradável abrirmos a janela pela manhã antes do expediente em uma empresa de consultoria empresarial e nos depararmos com diversos pássaros cantando, é importante lembrar que esse é um sinal de desequilíbrio da natureza.

Os homens estão invadindo cada vez mais o habitat dos animais, obrigando-os a se adaptar ao meio urbanizado e a conviver com os humanos, que não estão preparados para enfrentar as doenças que esses animais podem transmitir.

De forma mais indireta, a emissão de poluentes, que leva ao aquecimento global, também influencia no crescente número de queimadas, enchentes e secas, e destrói os espaços onde esses animais vivem.

Espécies selvagens como onças e cobras têm se tornado ocorrência comum em alguns lugares do país, no meio das cidades, invadindo casas e colocando as pessoas em risco tanto pela transmissão de agentes patogênicos quanto pela possibilidade de um ataque.

Aqui, vale uma observação: se você se deparar com algum animal selvagem, chame as autoridades e mantenha uma distância segura. A mudança de cenário pode ser um fator de estresse para os bichos, o que aumenta o risco de uma reação agressiva por parte deles.

Clima favorável aos patógenos

As mudanças climáticas podem favorecer o fortalecimento de algumas doenças e o enfraquecimento de outras, dependendo das condições ambientais necessárias para a sobrevivência e propagação dos agentes patogênicos.

Por exemplo, doenças transmitidas por vetores, como a malária, a dengue e a febre do Nilo Ocidental, são altamente dependentes das condições climáticas para a sobrevivência e propagação dos mosquitos e outros insetos que as transmitem. 

À medida que as temperaturas aumentam e os padrões de chuva mudam, as áreas geográficas onde esses mosquitos podem sobreviver e se reproduzir podem se expandir, aumentando o risco de transmissão de doenças.

Por outro lado, doenças como a gripe sazonal podem ser afetadas de maneira diferente pelas mudanças climáticas. A transmissão da gripe é altamente dependente da estação do ano, e os padrões de temperatura e umidade influenciam sua propagação. 

À medida que o clima muda, os padrões de transmissão da gripe também podem mudar, e as epidemias podem ocorrer em momentos diferentes do ano.

É preciso estar atento ao preço exame toxicológico para ter certeza de não estar contaminado antes de ter contato com outras pessoas.

Além disso, as mudanças também podem afetar a propagação de doenças relacionadas a alimentos, como a salmonela. Quanto mais as temperaturas aumentam, as bactérias encontram mais e mais lugares propícios para se multiplicarem.

Clima desfavorável aos humanos

Em contrapartida ao grupo anterior, as diversas mudanças no clima são extremamente desfavoráveis para o sistema imunológico dos seres humanos. 

Uma analogia do professor Mora compara os patógenos à lenda do boxe, Mike Tyson. Segundo o professor, é possível levar uma surra de Tyson e sobreviver, mas se outros três lutadores do mesmo nível se juntarem a ele, as chances de sobrevivência são mínimas.

Com os vírus e bactérias fortalecidos e o nosso sistema imunológico enfraquecido, então, os seres humanos se vêem em uma situação de completa exposição às doenças, sem grandes chances de um combate justo.

O desenvolvimento de novas vacinas e medicamentos é uma solução possível, mas assim como a classificação de arquivos, esses processos exigem tempo e procedimentos bastante rigorosos de qualidade e segurança.

O caso da Covid-19 pode ser um exemplo para ilustrar essa situação. Durante uma crise mundial, laboratórios e governos do mundo inteiro se juntaram para criar uma vacina em tempo recorde, o que não acontece com outras doenças.

Quanto mais o tempo passa e uma solução não é encontrada, mais fortes as doenças ficam e mais pessoas perecem por não ter os recursos imunizantes necessários para combatê-las.

Quais doenças mais se beneficiam dessas mudanças?

Uma pessoa que trabalha com ERP construção civil precisa ficar atenta a uma série de doenças que podem se propagar com mais facilidade devido às mudanças climáticas. São elas:

  • Diarréias;
  • Doenças cardíacas;
  • Alergias;
  • Doenças respiratórias;
  • Conjuntivites.

De modo geral, viroses são enormemente beneficiadas por esse desequilíbrio que os homens estão causando na natureza. Manter as vacinas em dia e cuidar bem da própria higiene são medidas fundamentais para se proteger da contaminação.

Como reverter essa situação?

Existem diversas medidas que as pessoas e os governos podem adotar para diminuir as mudanças climáticas e reduzir o impacto delas na proliferação de doenças. 

As emissões de gases de efeito estufa são a principal causa das mudanças climáticas. As pessoas podem ajudar a reduzir essas emissões ao diminuir o uso de combustíveis fósseis, como gasolina e carvão, e optar por fontes de energia renovável, como a solar e eólica. 

Os governos também podem adotar políticas públicas para incentivar a redução de emissões de carbono e promover o uso de energias limpas.

A proteção da biodiversidade também é importante para prevenir a propagação de doenças zoonóticas. É preciso proteger habitats naturais e promover a conservação de espécies animais e vegetais em risco. 

Muitos países já praticam medidas que buscam reduzir a sua pegada de carbono. A União Européia, por exemplo, aprovou uma lei que proíbe a fabricação e comercialização de carros à combustão a partir de 2024.

É necessário que cada um faça a sua parte para protegermos o planeta e o nosso futuro enquanto humanidade.

Esse texto foi originalmente desenvolvido pela equipe do blog Guia de Investimento, onde você pode encontrar centenas de conteúdos informativos sobre diversos segmentos.

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