meio-ambiente
Quando nos lembramos das eleições anteriores, podemos notar que o meio ambiente foi bastante pautado nos debates, mas com as atuais eleições, é fato que a preservação se tornou o tema mais discutido.

Passamos por um período eleitoral bastante intenso, que ficou marcado, principalmente, por debates onde os candidatos demonstravam, notavelmente, uma preocupação ambiental pela atual situação do Brasil. 

Assim como vários outros temas discutidos, o meio ambiente se tornou a pauta mais discutida entre os candidatos. 

Quando nos lembramos das eleições anteriores, podemos notar que o meio ambiente foi bastante pautado nos debates, mas com as atuais eleições, é fato que a preservação se tornou o tema mais discutido. 

Considerando que muitas pessoas estão vivendo do que o ambiente pode proporcionar, tratar de questões ambientais, ou até mesmo falar sobre o cadastro ambiental rural SP, por exemplo, tornou-se temas que é de interesse por muitas pessoas. 

Afinal, o agronegócio é um dos setores econômicos que mais movimento o nosso país. Ou seja, o meio ambiente e a política tem uma forte conexão, e essa relação passou a ficar cada vez mais forte com o passar dos anos. 

Para entender como a preocupação ambiental e a política se relacionam, é necessário voltar um pouquinho na história até chegar no período colonial do Brasil. Entenda:

Como o meio ambiente e a política se relacionam?

O período colonial no Brasil, foi uma parte da história do país que marcou os primeiros mecanismos voltados para a proteção dos recursos naturais, em um tempo onde não havia nem discussões sobre sustentabilidade e preservação ambiental. 

No geral, trata-se de um tempo onde as pessoas mal poderiam imaginar a importância que uma consultoria técnica ambiental, onde os profissionais da área realizam estudos e relatórios para fazer com que as empresas estejam dentro da lei, de modo que promova o bem-estar do meio ambiente. 

Naquela época, o objetivo era a defesa do território e seus recursos para manter o poder dos portugueses, onde o Pau-Brasil, que foi o primeiro recurso natural explorado na região, já teve uma norma estabelecida para seu corte, pela Carta Régia de 1542. 

Portanto, a relação da proteção ao meio ambiente estava mais conectada com os interesses econômicos do que o bem pela Terra. 

Felizmente, com o passar dos anos, esse cenário mudou. Hoje, podemos ver como uma consultoria tratamento de efluentes, por exemplo, possui o seu papel de importância dentro de uma época em que as pessoas estão cada vez mais preocupadas com a situação geral do planeta. 

Desde então, começaram a surgir várias legislações importantes para preservar os recursos naturais. Atualmente no Brasil, temos algumas, como:

  • Código Florestal;
  • Código das Águas;
  • Política Nacional do Meio Ambiente;
  • Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza (SNUC). 

Felizmente, o Brasil conta com legislações ambientais de todos os tipos e de todos os níveis de governo (federal, estadual e municipal). 

Hoje, temas como destinação final de resíduos sólidos industriais e outros temas que estão ligados ao meio ambiente, são frequentemente discutidos para fazer com que as pessoas tenham mais conscientização sobre os seus atos, além de entender, claro, a consequência de suas ações. 

Essas legislações são essenciais para que a biodiversidade do Brasil permaneça preservada, por esse motivo que a preocupação ambiental se tornou o tema mais discutido para os políticos que desejam entrar no poder. 

Pautas ambientais nas últimas eleições

Considerando que todos os candidatos já expressaram suas ideias e opiniões sobre a atual situação do Brasil em relação à preservação, vamos apresentar algumas pautas que foram tratadas nas eleições presidenciais de 2014 e 2018, para entendermos como esse tema pode variar.

Eleições de 2014

Antonio Teixeira de Barros analisou como os candidatos às eleições presidenciais de 2014 abordaram as pautas ambientais em relação à governança ambiental em seus planos de governo. 

Portanto, dos 11 candidatos, o autor identificou que apenas 9 incluíram temáticas da agenda ambiental em seus planos, e assim, agrupou essas pautas no plano de governo em três perfis temáticos, considerando os termos, ou palavras-chave, tratados nos seus planos:

  • Desenvolvimento com sustentabilidade econômica;
  • Desenvolvimento com sustentabilidade econômica, social e ecológica;
  • Críticas ao capitalismo. 

Como é possível perceber, no primeiro a prioridade no plano de governo é crescer economicamente aliado com as questões ambientais. 

Ou seja, era uma linha de pensamento que era de interesse tanto para o público comum, quanto para gestores de negócios como de uma empresa de mapeamento, que dependiam de uma economia mais forte para alavancar os seus resultados. 

Para o segundo, temos a preservação da biodiversidade fundamentado na economia verde do país. Por último, temos as críticas à exploração predatória da natureza pelo sistema capitalista. 

Enquanto alguns apresentam pautas bem específicas e genéricas relacionadas à relação da sustentabilidade com crescimento econômico, como Dilma Rousseff e Levy Fidelix, que citam em seus planos de governo temas como “crescimento econômico” e “sustentabilidade”.

Marina Silva, por sua vez, apresenta propostas mais detalhadas sobre as questões ambientais. 

O autor do estudo enfatiza que o plano de Marina Silva é coerente com sua trajetória política em defesa das causas ambientais. 

Ou seja, faria mais sentido colocar a Marina no poder, porque seria justamente ela que saberia lidar melhor com uma gestão de áreas contaminadas por agentes químicos, do que colocar outro candidato que não tenha nenhuma história com as ações em prol do meio ambiente. 

É interessante dizer também que a candidata incluiu, além das questões de desenvolvimento econômico com a sustentabilidade, questões sociais e ecológicas, como: agroecologia e a educação ambiental, que atualmente, são bem discutidas para abrir um caminho sustentável. 

Eleições de 2018

Nas eleições de 2018, os eleitores  se deparam com candidatos que tratavam de pautas bem diversificadas, mas que ao mesmo tempo, ainda eram de interesse em gestores de empresa especializada em licenciamento ambiental e outros negócios relacionados ao meio ambiente. 

Da mesma maneira que ocorreu nas eleições de 2014, em 2018 os candidatos se diferenciavam nas propostas para o meio ambiente, demonstrando o seu comprometimento com a pauta. 

Resumidamente, os candidatos como o Cabo Daciolo, não apresentaram propostas para o meio ambiente, bem como o Eymael, que apresentou apenas dois pontos bem gerais (saneamento básico e meio ambiente sustentável), mas sem propostas efetivas como as demais. 

Em contrapartida, haviam candidatos que se mostravam, realmente, comprometidos com as questões ambientais, como Ciro Gomes, Guilherme Boulos e Marina Silva, que apresentaram questões diversificadas, incluindo o comprometimento com os acordos internacionais. 

Também houveram propostas voltadas para a questão do desenvolvimento aliado com as pautas ambientais, como é o caso do Geraldo Alckmin, João Amoêdo e João Goulart Filho. 

Por fim, os dois candidatos que disputaram o segundo turno dessas eleições, Jair Bolsonaro e Fernando Haddad, apresentaram propostas distintas para essa pauta. 

Enquanto para o primeiro as propostas foram voltadas para a relação da economia com o agronegócio, com o objetivo de criar uma “nova estrutura federal agropecuária”, como a união de dois ministérios (Meio Ambiente e Agricultura). 

Já o segundo, colocou as políticas ambientais em um conjunto de propostas apresentadas visando à “transição ecológica” no país. 

Com as eleições atuais, os candidatos à presidência, infelizmente, estavam mais concentrados em apontar os eventuais erros que foram cometidos em seus respectivos mandatos em relação à preservação da Amazônia, e do meio ambiente como um todo. 

Em outras palavras, os candidatos passaram aos eleitores que mal tinham um plano para lidar com as consequências negativas que o Brasil está acumulando sobre o cenário ambiental. 

As movimentações a favor da Amazônia

Por mais que nos debates os candidatos à presidência não tenham dado destaque para os seus planos a favor do meio ambiente, há um movimento para formar novas bancadas no Congresso Nacional, o que é essencial para a aprovação de projetos de lei. 

Felizmente, há um aumento de candidatos indígenas, o que pode fortalecer a chamada Bancada do Cocar. 

Cientistas também lançaram candidaturas, a exemplo de Ricardo Galvão, ex-diretor do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), que lançou a sua candidatura a deputado federal por São Paulo pela Rede Sustentabilidade que, consequentemente, pode fomentar a Bancada da Ciência. 

É fato que a Amazônia, nos últimos meses, tornou-se uma pauta frequentemente falada nos principais meios midiáticos. 

A preocupação com a Amazônia e o desejo que a proteção ambiental seja incluída nos planos de governo vêm aumentando significativamente nos últimos meses. 

Por exemplo, em julho, 76% das pessoas entrevistadas pelo PoderData já haviam afirmado que a preservação das florestas deveria ser uma prioridade para os candidatos à presidência. 

Naquele momento, 62% disseram que os seus votos teriam destino, caso o candidato apresentasse uma proposta bem estruturada para preservar o meio ambiente. Em 2021, foram 58% os que poderiam alterar o seu voto em prol de uma proposta para a Amazônia e o meio ambiente. 

Portanto, seja você o dono de uma empresa de elaboração de PAE ou um padeiro, é fundamental que antes de escolher o seu candidato você avalie as suas esperanças com os planos de governo.

Esse texto foi originalmente desenvolvido pela equipe do blog Guia de Investimento, onde você pode encontrar centenas de conteúdos informativos sobre diversos segmentos.