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A CVC, uma das maiores operadoras de turismo do Brasil, anunciou nesta sexta-feira (10) que chegou a um acordo com a maioria dos debenturistas da quarta emissão e com todos os detentores de títulos de dívida da quinta emissão. O acordo envolve a reestruturação de até R$ 900 milhões em débitos e permitirá a redução do endividamento bruto da empresa.

De acordo com a CVC, 75% dos debenturistas da quarta emissão aceitaram o acordo, que prevê o adiamento dos prazos de vencimento dos títulos para 3 anos e 6 meses, além de uma amortização de 10% a 20% do saldo devedor, com pagamento de juros. A empresa também precisará fazer um aumento de capital de pelo menos R$ 125 milhões até o final de novembro deste ano. Caso isso não ocorra, a CVC terá que fazer um aumento de capital de até R$ 200 milhões até o final do ano, com o objetivo de capitalizar os créditos representados pelas debêntures existentes.

Além disso, o acordo estabelece que as debêntures reperfiladas terão covenants financeiros, que limitam o dividendo da empresa em 25% ao ano e o investimento da companhia em R$ 125 milhões por ano. O covenant de alavancagem é de até 3,5 vezes até 2024, até 3 vezes a partir de março de 2025 e 2,5 vezes a partir de março de 2026.

A notícia impulsionou as ações da CVC, que já vinham em alta na semana. No acumulado de março, os papéis da empresa subiram 37,62%, e nos quatro pregões da semana, entre segunda e quinta, os ganhos somaram 48,93%. Esse movimento é atribuído às expectativas de um anúncio de reestruturação de dívida, em linha com o que foi feito recentemente pelas aéreas Azul e Gol, que também registraram forte alta em suas ações.

A CVC enfrentou dificuldades financeiras nos últimos anos, agravadas pela pandemia de Covid-19, que impactou severamente o setor de turismo. A empresa tem trabalhado para se recuperar, e a reestruturação de dívida é um passo importante nesse processo. O mercado acompanhará de perto a implementação do acordo e seus impactos no desempenho da companhia.

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