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Considerado um dito popular brasileiro, a frase “quem canta seus males espanta” é bastante usada pelos amantes de música, mas também pode ser adaptada para enaltecer outra expressão artística: a dança. Segundo pesquisas, a atividade pode trazer diversos benefícios para o corpo, incluindo para a saúde mental. 

Movimentar o corpo com cadência, em harmonia, independentemente do estilo musical, pode ajudar no processo de emagrecimento, melhorar a articulação e auxiliar no tratamento de ansiedade, depressão e outras doenças mentais.

A modalidade pode ser encontrada em academias, estúdios de dança e clubes esportivos. Para praticá-la não é necessário ter experiência, mas é recomendado optar por roupas fitness femininas e masculinas durante as aulas, pois são peças que permitem mais liberdade aos movimentos. 

Benefícios da dança para a saúde 

Quando toca aquela música favorita, é quase impossível ficar parado. Seja mexendo os ombros no ritmo da canção ou com coreografias mais complexas, dançar é uma atividade física capaz de promover benefícios para o corpo e proporcionar mais bem-estar. 

Segundo a pesquisa “Raio-X dos praticantes de dança no Brasil”, realizada em abril, mostrou os benefícios da atividade para quem a pratica. Segundo 67,3% dos entrevistados, um dos maiores benefícios da dança é melhorar a saúde mental e emocional. Há estudos científicos que comprovam que dançar realmente pode ajudar nesse aspecto. 

Para 39,2% dos entrevistados, a prática é uma motivação para o aprimoramento das técnicas da dança. Outros 15,4% afirmaram que é uma forma de interação social. Para 15,4%, a dança contribui para melhorar a saúde. Há, ainda, aqueles que escolhem dançar para manter o corpo em movimento e praticar um exercício físico (12,1%). 

De acordo com informações do Centro Universitário Maurício de Nassau (Uninassau), ao dançar, o corpo libera serotonina, um neurotransmissor conhecido como hormônio da felicidade. A liberação proporciona sensação de prazer e alegria, o que é benéfico para pessoas que sofrem de estresse, transtorno de ansiedade e depressão. 

Apoio à saúde mental

A Uninassau aponta a dança como uma aliada no combate à baixa autoestima, uma vez que a prática da modalidade ajuda no desenvolvimento do autocontrole do próprio corpo, aumenta a sensação de bem-estar e, consequentemente, ajuda no ganho de autoconfiança. 

Os pontos positivos para o emocional também são reforçados pelo Ministério da Saúde que, inclusive, recomenda a dança como uma boa opção de atividade física para a manutenção da saúde. A prática possui movimentos com saltos, passos e giros que proporcionam um bom gasto calórico, podendo auxiliar no processo de emagrecimento. 

Para se ter ideia, foi destacado pelo órgão que em uma hora de aula de forró é possível queimar 300 calorias. Já com a zumba, uma dança popular nas academias, o potencial de perda é de 400 calorias por hora.

O Ministério da Saúde recomenda a modalidade para todas as faixas etárias, incluindo os idosos que podem se beneficiar com os passos de equilíbrio, que podem ajudar a evitar riscos de quedas no dia a dia. 

Artigo científico da Universidade Federal da Bahia (UFBA) também teve a dança como objeto de estudo. De acordo com a publicação, 100% dos entrevistados afirmaram que a prática promove maior qualidade de vida e informaram que, ao dançar, perceberam uma melhora no bem-estar. 

Além disso, também foi constatado que a dança contribuiu para a melhoria de doenças físicas com origem em causas emocionais, conforme informado por 79% dos participantes da pesquisa.  

Ainda de acordo com o estudo, os benefícios observados através da prática da dança foram tão expressivos que 100% dos entrevistados recomendam o ato de dançar para amigos e familiares. 

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