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Em um cenário global cada vez mais consciente das questões ambientais, as empresas de mineração estão enfrentando o desafio de intensificar abordagens sustentáveis em suas operações. Nesse contexto, a Economia Circular emerge como uma solução inovadora e fundamental para mitigar eventuais impactos e gerar legado positivo para a sociedade. Em vez de seguir o tradicional modelo linear de extrair, usar e descartar, a Economia Circular propõe um ciclo contínuo de reutilização, reciclagem e redução do desperdício.

Um dos pilares da Economia Circular nas empresas de mineração é repensar o processo de extração. As empresas estão buscando métodos mais eficientes e com menos impacto ao meio ambiente. Tecnologias operacionais avançadas em sustentabilidade, como a mineração por precisão e bioleaching, estão sendo empregadas.

Outro aspecto crucial da Economia Circular na mineração é a reciclagem e reutilização de resíduos. Muitos subprodutos da mineração, anteriormente considerados desperdícios, agora são encarados como recursos valiosos. Técnicas modernas de reciclagem permitem que rejeitos e materiais descartados, como resíduos eletroeletrônicos, sejam recuperados e reintroduzidos na cadeia produtiva. Isso não apenas reduz a necessidade de novas extrações, mas também diminui a quantidade de resíduos depositados no meio ambiente.

A Katalisar, startup pioneira em inovação socioambiental através da Economia Circular inclusiva, vem desenvolvendo trabalhos pioneiros junto a mineradoras no Brasil, nas mais diversas regiões do país. “Acreditamos que a economia circular é o caminho para as empresas, no entanto, se não for inclusiva, vamos repetir os mesmos problemas sociais que temos atualmente, afetando cidades e estados e concentrando a geração de riquezas”, explica Marcos Cavalcanti Albuquerque, Co-Fundador da Katalisar. “Nossa proposta é de trabalhar de duas formas: do portão para dentro das mineradoras, otimizando seus processos com a lupa da circularidade e um olhar para soluções construídas junto com as equipes operacionais, identificando oportunidades para os 4R’s (repensar, reduzir, reutilizar e reciclar); e do portão para fora, desenvolvendo as comunidades onde essas empresas estão localizadas, com base na economia circular inclusiva, em especial a reciclagem, o engajamento ambiental e a coleta seletiva”, complementa.

A startup começou sua atuação no setor de mineração participando de dois desafios ligados a resíduos sólidos do Hub de Inovação do Mining Hub. O primeiro projeto, realizado com a Ferro+ em Congonhas, demonstrou um caminho para redução de 20% de todos os custos com resíduos sólidos da mineradora, desenvolvendo em paralelo a associação de catadores de Congonhas com os resíduos recicláveis, e a associação de agricultores local, com os resíduos orgânicos da mineradora. Já em desafio com a Anglo American, em Conceição do Mato Dentro, também no estado de Minas Gerais, a empresa apresentava destinava apenas 15,5% dos resíduos classe II para associações locais e mais de 60% dos resíduos eram enviados para aterro. “Para aproveitar essas oportunidades, a Katalisar identificou um potencial de reduzir 30% dos resíduos enviados para o aterro apenas com mudanças de procedimentos operacionais e encontrou potencial para reciclar os 60% dos resíduos enviados para o aterro e ao mesmo tempo gerar impacto social positivo nas comunidades”, explica Marcos. ‘Com essas ações, foi possível aumentar em 30% o faturamento médio das três associações locais de catadores, além de evitar a emissão de 566 ton/ano de CO2 através da reciclagem dos resíduos que seriam enviados para aterro”, relembra.

Os cases acima estão ligados a melhorias internas na operação das mineradoras, mas a Katalisar também possui projetos para o desenvolvimento das comunidades onde estas mineradoras estão instaladas. Na área de atuação de uma das empresas parcerias, no município de Três Marias, a Katalisar desenvolve um projeto de Economia Circular que está implantando um concurso de reciclagem em escolas municipais em parceria com a cooperativa de catadores da cidade.

“Em Três Marias, o projeto da Katalisar junto a mineradora é gerar um legado positivo por meio da Economia Circular, com a implantação de ferramentas e técnicas com foco em geração de renda, cidadania, autonomia e engajamento ambiental dos moradores do Município, começando com um projeto piloto em seis escolas municipais”, pontua Marcos. Antes da chegada da Katalisar no município não era utilizada a coleta seletiva e havia um baixo engajamento da população na temática de resíduos sólidos com a destinação inadequada do lixo.

Também está sendo desenvolvido outro projeto com esta mineradora para o desenvolvimento de uma Associação de Catadores e um Ecoponto em uma comunidade carente na cidade de Juiz de Fora. Segundo Marcos, os resultados obtidos em Juiz de Fora foram excelentes. “Instalamos PEVs em seis escolas, fechamos parceria de coleta junto a prefeitura, fizemos 22 ações ambientais em cinco meses e cerca de 1900 kg de resíduos recicláveis foram desviados do aterro e encaminhados à cooperativa em apenas sete coletas realizadas, beneficiando cerca de 12 catadores, gerando uma renda média de R$0,64 por kg enviado para cooperativa”, relembra Marcos.

Já com outra grande mineradora em Itaguaí, a Katalisar está ajudando uma comunidade carente a implantar a coleta seletiva instalando Ecopontos e disseminando o uso de composteiras caseiras, além disso, está ajudando os catadores autônomos que atuam na região a se organizarem como uma associação de catadores da região.

No bairro de Vila Geny em Itaguai-RJ, a Katalisar tinha como objetivo promover melhorias na gestão de resíduos sólidos e na qualidade de vida da comunidade local. “Quando demos o start no projeto, a região não possuía coleta seletiva e os pontos de entrega voluntárias (PEVs) eram malconservados e mal dimensionados”, explica Marcos. Para desenvolver um projeto em prol da comunidade foram necessárias 14 ações ambientais realizadas em cinco meses, envolvendo mais de 280 pessoas que receberam capacitação em engajamento e conscientização ambiental.

“O engajamento ambiental também foi foco de ações com crianças e adolescentes, além da implantação de coleta seletiva na região, cadastro e criação de grupo de catadores locais, legitimando-os como responsáveis pela coleta seletiva da região”, esclarece.

O diferencial da Katalisar não está apenas na identificação de oportunidades de reciclagem, em muitos casos com redução de custos para as mineradoras, mas também na forma como ela atua de maneira inclusiva. “Os projetos não se limitam às operações na mineradora; estende-se também do portão para fora, alcançando as associações de catadores nas áreas circunvizinhas. Essa abordagem visa beneficiar as comunidades locais, transformando resíduos em recursos valiosos, proporcionando renda e melhorando as condições de vida”, explica Marcos.

“Os números apresentados são mais do que estatísticas; são evidências tangíveis de uma mudança positiva”, pontua Marcos. A redução de toneladas de resíduos destinados a aterros e a reciclagem não apenas representam ganhos financeiros, mas também uma impressionante redução de emissões de CO2”, pontua.

Os projetos implantados pela Katalisar nessas grandes mineradoras atuantes no país fortalecem que a Economia Circular nas empresas de mineração é impulsionada pela inovação e tecnologia, e é totalmente realizável. Além dos óbvios benefícios ambientais, a adoção da Economia Circular pelas empresas de mineração também traz impactos positivos nas esferas econômica e social. Aumenta a eficiência na gestão de recursos, reduz custos operacionais e cria oportunidades de negócios em torno da reciclagem e reutilização de materiais. Além disso, o comprometimento com práticas sustentáveis fortalece a reputação das empresas, atraindo investidores conscientes e consumidores comprometidos com a responsabilidade ambiental.

“A Economia Circular nas empresas de mineração não é apenas uma estratégia ambientalmente consciente, mas uma necessidade imperativa em um mundo que busca equilibrar o desenvolvimento econômico com a preservação do meio ambiente”, alerta Marcos. À medida que mais empresas abraçam esse modelo, elas não apenas contribuem para a sustentabilidade do planeta, mas também moldam um setor de mineração mais ético, eficiente e socialmente responsável. “A mudança para a Economia Circular representa um passo significativo em direção a um futuro em que as indústrias coexistem harmoniosamente com o meio ambiente, promovendo uma verdadeira revolução na forma como encaramos a produção e o consumo”, finaliza.

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