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Conhecida no meio organizacional como a “evolução das startups”, a GovTech pode ser entendida como um conjunto de infraestruturas e inovação, aliada à tecnologia, para solucionar processos públicos. Isso acontece em meio à pandemia do coronavírus, que pôs em evidência a defasagem da tecnologia no setor público brasileiro.

Diante desse cenário, o BrazilLAB, em parceria com o Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF), desenvolveu um relatório. Nele, o conceito de GovTech “representa a aplicação eficiente de soluções tecnológicas inovadoras aos serviços de interesse público, como forma de aplicar positivamente as políticas públicas e alcançar melhorias efetivas e de larga abrangência à vida do cidadão”.

Um avanço inédito. O conceito remete ainda ao novo Marco Legal de Startups, de 2021, que estabelece como princípio “o incentivo à contratação, pela Administração Pública, de soluções inovadoras elaboradas ou desenvolvidas pelas startups”.

Se adotadas, são inúmeras as possibilidades que o governo terá de transformação tecnológica no setor público. Isso porque as GovTechs representam a necessidade de minimizar as burocracias e os prazos que são praticados até hoje. A administração interna das pastas governamentais pode ser mais ágil. Com essas práticas atreladas, o resultado só poderá ser um: mais eficiência e transparência em relação ao emprego dos recursos públicos.

É justamente por isso que a GovTech pode ser uma tendência em pouquíssimo tempo. Um indício sobre isso pode ser identificado em um levantamento sobre o setor. A Crunchbase identificou que, entre 2003 e 2019, as GovTechs americanas tiveram US$ 2,8 bilhões em investimentos. Dois terços do valor foi aplicado a partir de 2014.

Realizar mudanças e acompanhar as evoluções tecnológicas deixou de ser algo necessário e passou a ser obrigação. As principais gestões de governo no mundo já utilizam a seu favor as transformações que atendem de forma mais efetiva todas as demandas populacionais. Em um documento elaborado pela Organização das Nações Unidas (ONU), a digitalização do setor público se consolida em 193 Estados-membros, inclusive nos mais pobres.

Os cofres públicos também podem ser recuperados com a digitalização. Várias prefeituras brasileiras passam por dificuldades econômicas. Para os especialistas, o aperto leva à procura por soluções que tenham uma evolução na escala de operações governamentais. De acordo com a Secretaria Especial de Desburocratização, Gestão e Governo Digital do Ministério da Economia, cada R$ 1 investido em programas para que tenha transformação digital proporciona uma poupança de no mínimo R$ 5.

A revolução GovTech é sobre pessoas. Só com essas transformações será possível criar uma relação de maior confiança entre sociedade e estado, além de alavancar a transparência e a democracia.

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