Ideias lucrativas no agronegócio

O agronegócio é um dos setores mais importantes da economia brasileira, responsável por cerca de 25% do PIB e por mais de 40% das exportações. 

Mas como aproveitar as oportunidades desse mercado e investir no agronegócio de forma inteligente e rentável? 

Como investir nesse segmento tão promissor e diversificado? Quais são as maneiras de investir?

Neste conteúdo, vamos apresentar algumas maneiras de aplicar seu dinheiro no agronegócio, seja diretamente ou indiretamente.

Além de quais são os benefícios e os riscos de cada uma delas.

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5 maneiras de investir no agronegócio

Existem várias maneiras de investir no agronegócio, como bolsa de valores, investimentos e tipos de gráficos de trade

Confira alguns a seguir:

1. Compra de terras

A compra de terras é a forma mais antiga e conhecida de investir no agronegócio. 

Consiste em adquirir uma propriedade rural e explorar sua produção agrícola ou pecuária, seja diretamente ou por meio de arrendamento ou parceria.

A vantagem dessa modalidade é que o investidor se torna dono de um ativo real, que pode se valorizar ao longo do tempo e gerar renda recorrente. 

Além disso, o investidor pode diversificar sua carteira e se beneficiar da alta demanda por alimentos no mundo.

No entanto, a compra de terras também envolve alguns desafios, como a necessidade de capital elevado.

Além da burocracia para regularizar a propriedade, os riscos climáticos e ambientais, a gestão da produção e a dependência dos preços das commodities.

2. Fundos imobiliários

Os fundos imobiliários são uma forma mais acessível e prática de investir no agronegócio, sem precisar comprar uma terra diretamente. 

Eles funcionam como um condomínio de investidores, que aplicam seu dinheiro em imóveis rurais e recebem uma parte dos rendimentos gerados por eles.

Os fundos imobiliários podem investir em diferentes tipos de imóveis rurais, como fazendas, silos, armazéns, frigoríficos, usinas de açúcar e álcool, entre outros. 

Eles podem ser negociados na bolsa de valores ou no mercado de balcão, e têm como vantagens a liquidez, a diversificação, a gestão profissional e a isenção de imposto de renda para os rendimentos distribuídos.

Por outro lado, os fundos imobiliários também têm alguns desafios.

Como a volatilidade do mercado, as taxas de administração e performance, a baixa rentabilidade em alguns casos e o risco de vacância ou inadimplência dos locatários.

3. Certificados de recebíveis do agronegócio

Os certificados de recebíveis do agronegócio (CRA) são títulos de renda fixa emitidos por instituições financeiras.

E que representam o direito de receber os pagamentos futuros de produtores rurais ou empresas do setor agropecuário.

Os CRA são uma forma de financiar o agronegócio, pois permitem que os emissores captem recursos no mercado para antecipar o recebimento das vendas realizadas a prazo. Já para os investidores, os CRA oferecem uma rentabilidade atrativa e isenta de imposto de renda.

No entanto, os CRA também apresentam alguns riscos.

Como o risco de crédito do emissor ou do cedente dos recebíveis, o risco de mercado (variação das taxas de juros ou dos preços das commodities) e o risco de liquidez (dificuldade para vender o título antes do vencimento).

4. Contratos futuros e opções

Os contratos futuros e opções são instrumentos financeiros derivativos, que permitem negociar o preço futuro de um ativo ou uma mercadoria. 

Eles são muito utilizados no agronegócio para proteger os produtores e os compradores das oscilações dos preços das commodities agrícolas.

Os contratos futuros são acordos entre duas partes para comprar ou vender um determinado ativo ou mercadoria em uma data futura, por um preço previamente estabelecido. 

Já as opções são contratos que dão ao comprador o direito (e não a obrigação) de comprar ou vender um determinado ativo ou mercadoria em uma data futura, por um preço previamente estabelecido.

Eles podem ser negociados na bolsa de valores ou no mercado de balcão, e têm como vantagens a alavancagem, a diversificação, a proteção e a especulação. 

Porém, eles também envolvem alguns riscos, como o risco de mercado (variação dos preços das commodities), o risco de liquidação (dificuldade para cumprir o contrato) e o risco de contraparte (inadimplência de uma das partes).

5. Agritechs

As agritechs são startups que utilizam a tecnologia para oferecer soluções inovadoras para o agronegócio. 

Elas podem atuar em diversas áreas, como biotecnologia, agricultura de precisão, gestão agrícola, monitoramento climático, rastreabilidade, logística, entre outras.

As agritechs são uma forma de investir no agronegócio com alto potencial de crescimento e rentabilidade.

Pois podem gerar valor para os produtores e os consumidores, aumentando a produtividade, a qualidade e a sustentabilidade do setor.

No entanto, as agritechs também têm alguns desafios, como a necessidade de capital intensivo, a dificuldade de acesso ao mercado, a concorrência acirrada, a regulação incerta e o risco de fracasso.

Conclusão

Como vimos, existem diversas maneiras de investir no agronegócio, cada uma com suas vantagens e desvantagens. 

Para isso, o investidor deve avaliar seu perfil, seus objetivos e sua disponibilidade financeira antes de escolher a melhor opção para seu caso. 

Também é importante não esquecer das obrigações fiscais e contábeis da empresa, como o controle do LCDPR (Livro Caixa Digital Do Produtor Rural), emissão da NFe Produtor Rural e a contabilidade rural.

O agronegócio é um setor dinâmico, inovador e estratégico para o Brasil e para o mundo.

Sendo que oferece boas oportunidades para quem quer diversificar seus investimentos e obter bons resultados.