Impacto Pessoal dos Desastres Climáticos Aumenta a Disposição dos Americanos para Investir em Ações Climáticas

Crédito: CC0 Domínio Público

Em uma recente pesquisa realizada pela Universidade de Vermont em parceria com a Universidade do Colorado, foi descoberto que americanos que enfrentaram desastres naturais estão mais inclinados a financiar iniciativas de combate às mudanças climáticas. O estudo analisou respostas de cerca de 6.000 residentes de várias regiões dos Estados Unidos, incluindo o nordeste, sudeste e oeste, que vivenciaram eventos climáticos extremos nos últimos cinco anos.

Estudo Revela que Experiências com Eventos Extremos Elevam a Vontade de Pagar por Políticas de Energia Limpa

Os resultados apontam que, independentemente de crenças pessoais sobre as causas das mudanças climáticas ou filiação política, aqueles que passaram por catástrofes como furacões e incêndios florestais mostraram-se dispostos a pagar até US$ 100 a mais por ano em taxas de serviços públicos para apoiar políticas de energia limpa. Esta disposição é notavelmente maior do que a de pessoas que não experimentaram tais eventos.

“Descobrimos que, mesmo entre os eleitores de Trump, aqueles que vivenciaram esses extremos climáticos tendem a apoiar mais fortemente referendos sobre energia limpa”, destacou Rachelle Gould, coautora do estudo e professora na Universidade de Vermont. “Isso sugere que a experiência direta com os impactos severos do clima pode superar divisões políticas e ceticismo em relação às mudanças climáticas.”

Além de mensurar a vontade de pagar por ações climáticas, o estudo também verificou a ocorrência de eventos extremos através de dados climáticos independentes, combinando, pela primeira vez, métodos de pesquisa de auto-relato com verificação externa.

Trisha Shrum, também coautora da pesquisa, ressaltou a importância dessa abordagem: “Quando as mudanças climáticas são apenas uma ideia distante, é difícil convencer as pessoas do valor de investir em mitigação. Mas quando elas são diretamente afetadas, percebem o valor desses investimentos de maneira muito mais concreta.”

A pesquisa também destacou que, além dos impactos econômicos diretos, como custos médicos e de limpeza após desastres, há um reconhecimento crescente sobre como essas experiências influenciam as decisões financeiras pessoais relacionadas ao clima.

Esta descoberta traz uma mensagem de otimismo, conforme indica Donna Ramirez-Harrington: “As pessoas estão dispostas a investir em nosso futuro coletivo. Essa é uma notícia encorajadora, pois mostra um caminho para maior engajamento público em políticas climáticas, mesmo entre aqueles inicialmente céticos ou politicamente divididos.”

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Redação
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