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As investidas dos hackers estão cada vez mais sofisticadas. Por ser quase impossível ter sistemas totalmente protegidos, é crucial contar com um seguro especializado

José Marciano da Silva Neto

A evolução dos ataques cibernéticos acompanha o crescimento e a complexidade da tecnologia da informação. As investidas dos hackers estão cada vez mais sofisticadas, o que torna mais difícil identificar e mitigar ameaças. Também estão se tornando mais direcionadas, ou seja, os invasores atacam empresas ou indivíduos específicos.

Os criminosos podem ter como objetivo obter ganhos financeiros, acessar dados pessoais ou realizar extorsões virtuais, como o ransomware. Nesse tipo de ataque, o invasor bloqueia o acesso do usuário aos arquivos ou dispositivos e exige um pagamento online anônimo para restaurá-los.

Os dados de uma organização são um ativo valioso, muitas vezes, mais importantes do que o patrimônio físico da empresa. Todas as formas de informações, sejam financeiras ou administrativas, representam potenciais alvos para crimes cibernéticos

Assim, como se preparar para proteger sistemas e dados?

Por ser quase impossível ter sistemas totalmente protegidos, é crucial contar com um seguro especializado, o chamado seguro cibernético.

No mercado brasileiro, já se verifica uma evolução da maturidade das empresas no que se refere à implementação e gestão de riscos cibernéticos.

O seguro cibernético é uma proteção adicional oferecida às empresas por meio de uma apólice que tem o objetivo de cobrir perdas financeiras resultantes de ataques virtuais, bem como incidentes decorrentes de erros ou negligência interna na empresa que resultem em vazamento de dados e outros danos relacionados à confidencialidade das informações.

Um estudo realizado pela Seguradora Zurich, em 2021 e 2022, baseado em aspectos do Framework da NIST – Instituto Nacional de Padrões e Tecnologia, abordando como a empresa identifica, protege, detecta, responde e se recupera de riscos de segurança cibernética, apontou uma evolução de 13% na gestão de riscos cibernéticos de empresas que procuram o seguro e compõem a sua carteira.

A avaliação da maturidade da gestão de riscos cibernéticos, que resultou no levantamento, inclui a análise dos principais processos de negócios dos clientes em relação à exposição cibernética. Essa avaliação identifica vulnerabilidades na configuração dos controles, compara a postura cibernética com outros participantes do setor e sugere medidas para aprimorar a segurança cibernética das empresas.

Empresas com um ambiente cibernético protegido têm maior facilidade em adquirir um seguro cibernético, que atua como última linha de defesa.

Na contratação de um seguro são avaliadas questões relacionadas aos processos de negócios da empresa em relação à exposição cibernética. Isso inclui aspectos de governança, políticas e métricas relacionadas ao tema, bem como o envolvimento da alta administração na promoção de assuntos de segurança da informação. Além disso, é importante identificar como os responsáveis pela segurança da informação lidam com os riscos internos, direcionam esforços e investimentos adequados, efetivos e aplicáveis a cada modelo de negócio.

Portanto, é essencial que a empresa interessada em adquirir um seguro cibernético busque a assessoria de profissionais especializados, para um mapeamento dos riscos da organização. Além disso, é recomendado comparar as opções de seguros cibernéticos disponíveis no mercado, a fim de obter uma apólice alinhada com os interesses da empresa, levando em consideração as condições de uso, carência e coberturas oferecidas.

*José Marciano da Silva Neto é advogado e sócio no Rücker Curi Advocacia e Consultoria jurídica

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