Não existem dúvidas de que os peixes, e basicamente quase tudo que vem do mar são opções saudáveis de alimentação. Eles são ricos em vitaminas e nutrientes que podem fazer muito bem para nossa saúde e quase sempre são a alimentação envolvendo carne mais indicada. 

E claro, os pescados são um tipo de alimento que pode vir em várias formas e também vários gêneros. Existem pessoas que gostam de sushi, um dos tipos mais tradicionais de se comer frutos do mar, que envolve peixes como salmão, polvo, robalo, atum, e muitos outros.  

Existem aquelas pessoas que gostam de um prato com mais clima de maresia, como camarão empanado, lagosta, e muitos outros pratos. O fato é que a maioria das pessoas gostam de pescados, ao menos em algum nível.

Mas quem gosta provavelmente deve ter percebido que o seu consumo pode ter diminuído durante os tempos de pandemia. Isso é algo que foi notado pela grande maioria das pessoas que trabalham nesse meio.  

Apesar de ser sempre um tipo de negócio rentável, afinal como dissemos todos se interessam de alguma maneira, os últimos anos foram muito duros para esse setor, a ponto de pessoas realmente se darem mal financeiramente.  

Com a cultura de alimentos se expandindo cada vez mais, existia a expectativa de que mesmo com a pandemia o consumo de pescado fosse se manter, mas acabou que não foi exatamente isso que aconteceu. Mas afinal, porque será que esse crescimento sofreu tanto no Brasil durante os anos de pandemia? Vamos falar sobre isso. 

A parte financeira

Vamos começar então pela base da pirâmide, e o problema que ajudou a acarretar todos os outros problemas. Se a pessoa não tem dinheiro para comprar alimentos, tudo fica mais difícil.

Sabemos que muitos peixes não são exatamente baratos, e eles tem motivos para isso, ou são criados de forma muito específica por empresas especializadas, ou são pescados a muito custo. Então não tem como esses produtos serem extremamente baratos. 

Com os problemas da crise gerada pela pandemia, a incerteza financeira pelo qual passamos, as pessoas optaram por alimentos que eram mais baratos e que poderiam durar mais. Muita gente viu o peixe se tornar frango em sua geladeira. 

Mas esse é só o primeiro problema e a partir daí muitos outros acabam surgindo também, como vamos falar a seguir.

As crises nas feiras

Outro problema que a pandemia causou é que a pessoa não poderia mais se reunir, o que significa que o melhor método de se comprar pescados de todos passou a ficar proibido, que eram as grandes feiras de peixe.

Existem vários lugares do Brasil famosos por ter pessoas basicamente chegando de madrugada nas feiras para comprar os pescados mais frescos possíveis, e isso se tornou praticamente um costume nacional. 

Mas quem já foi em uma dessas sabe o quanto as pessoas ficam aglomeradas lá, o espaço nunca é muito, e tem muita gente querendo comprar, logo durante uma pandemia com um vírus por aí, isso ficaria ainda mais inseguro. 

Por isso muitas feiras pararam, e como isso as pessoas que vendiam os peixes ficaram sem a maior fonte de venda que eles tinham, e junto com isso a crise financeira, e os problemas só aumentam.

Sem demanda, sem produção

Agora vamos falar sobre dois pontos importantes aqui: é caro criar peixes e frutos do mar em geral em cativeiro, é um trabalho que exige paciência, investimento, e muita dedicação.

E nem todo peixe ou fruto pode ser criado em cativeiro, existem aqueles que precisam ser pescados, o que pode ser tanto trabalhoso e exaustivo como até perigoso. E exatamente por esse motivo, existiram vários problemas com a produção dos alimentos.

Se os peixes estão vendendo menos, logo, não se precisa pescar tanto e nem se esforçar tanto para criar muitos frutos em cativeiro. O que é um problema, já que quanto mais se cria, mais se vende, e mais se lucra.  

Se a produção precisa diminuir porque não está acontecendo as vendas, logo o lucro também vai ser bem menor. E isso acaba diminuindo e muito o crescimento do consumo.  

A ideia é que sempre haja mais produção para que haja mais vendas, indicando assim que mais pessoas estão tendo condições de comer os pescados, mas na pandemia o que foi visto na verdade, foi um efeito totalmente reverso.

Agora com o fim da pandemia, as pessoas estão tentando se estabilizar financeiramente. Embora o vírus tenha sucumbido às vacinas, a crise financeira persiste, como mais de 10 milhões de desempregados e 33 milhões de pessoas em situação de fome. 

A expectativa é que isso vá melhorando gradativamente, e que até o fim do semestre e começo do próximo, a produção volte a crescer bem como o consumo dos produtos por parte do brasileiro.