aumento de temperaturas
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O alerta sobre a questão climática aumentou bastante e ganhou os holofotes nos últimos tempos. Porém, mesmo com essa crise sendo escancarada, o que deveria ser uma corrida para solução, ainda, trata-se de uma lenta caminhada. Principalmente, neste momento em que o mundo atravessa outras crises. Segundo o levantamento feito pelo Ipsos, por conta da pandemia, a preocupação da população com o meio ambiente caiu 13% no último ano. Em janeiro de 2020, 69% das pessoas entrevistadas afirmaram ter mudado algum tipo de hábito para contribuir com as questões climáticas. Atualmente, apenas 56% desse número manteve esse hábito. Dentre as condutas aplicadas, a principal é a reciclagem.

A redução de emissão de gases e a diminuição do uso de combustíveis fósseis, são atitudes que devem ser tomadas pelo mundo, porém, ainda não se vê um grande movimento, considerando a urgência da situação. A reciclagem é uma das primeiras práticas ambientais adotadas quando se pensa em mudança de atitude, esse é um hábito de 45% dos entrevistados do levantamento da IPsos. No Brasil, esse processo ainda não é prioritário.

“Pensando em questões governamentais e econômicas, o Brasil ainda tem grande necessidade de olhar para pontos graves como evitar o desperdício de comida e economizar água e luz, pois são medidas que vem de encontro com a nossa realidade. Apesar de o lixo já ser tratado como um problema nacional, a reciclagem ainda é vista como um tratamento caro”, declara Rodrigo Clemente, dono da BLZ Recicla, empresa que atua em todo o ciclo de recuperação do vidro.

Apesar de a pandemia e a crise econômica terem tomado a frente no ranking de prioridades, a questão climática ainda é urgente, uma vez que conforme o aumento de temperatura chegar a 3 graus, é possível que 30 a 50% das espécies sejam extintas. As previsões são aterrorizantes, como a ruptura duradoura no fornecimento de alimentos em todo o mundo.

Diante desse cenário, a reciclagem contribui diretamente para a solução da crise do clima, já que esse processo reduz a energia gasta de uma nova produção ao reutilizar um material já existente. Ou seja, menos queima de combustíveis fósseis, além de não emitir CO2, o gás mais preocupante para o clima. A Close the Class Loop, divulgou um dado que mostra que a média de reciclagem de vidro da União Europeia (EU) cresceu 78%, uma taxa recorde. Esse dado mostra que é possível avançar no Brasil, porém, o país ainda se encontra estagnado quando o assunto é reciclagem, por conta da falta de incentivo e investimento.

“O vidro é um material 100% reciclável, que pode ser reutilizado infinitas vezes. Sua reciclagem ajuda a minimizar o descarte incorreto de resíduos em aterros e lixões a céu aberto, bem como diminuir energia e zerar a emissão de carbono. Para as empresas, há inúmeros benefícios, além de suprir a demanda necessária do mercado”, finaliza Clemente.

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