Meio Ambiente

Achachairu: Você sabe como plantar? É fácil!!!

 

Achachairu espalha-se discretamente pelas florestas brasileiras de clima e vegetação semelhantes aos da região de origem da planta

Achachairu é fruto humilde. Discreto em sua miudeza, permanece em pequenos grupos próximos à folhas verde-escuras da árvore de florzinhas brancas, mirradas, que quase não alcançam meio centímetro. O fruto, um pouco maior, chega no máximo a 2,5 cm de diâmetro. Ali, no meio da mata, o achachairu aguarda até que algum habitante da floresta, carente de alimento, o apanhe para se saciar com sua polpa esbranquiçada, de sabor agridoce e aroma agradável, mas de aspecto pouco atraente.

Mas, se o achachairu não for colhido por homem, mulher ou criança de passagem, não há problema, pois seus principais consumidores, na verdade, são outros. Talvez menos exigentes quanto à necessidade de atrativos e menos avessos ao líquido branco que a planta exsuda quando cortada ou partida, são os macacos e os pássaros que mais fazem uso do achachairu. Daí ser a planta conhecida também pelo nome de fruto-de-macaco.

Originário do México e da América Central, com maior frequência nas proximidades do Canal do Panamá, o achachairu espalha-se discretamente pelas florestas brasileiras de clima e vegetação semelhantes aos da região de origem da planta. Por aqui, o achachairu possui parentes bem mais conhecidos e aproveitados comercialmente, como o bacuri e o bacupari, também da família das Gutíferas.

Embora o achachairu não receba grandes atenções daqueles que o encontram pelo caminho, a fruta esforça-se para isso, revestindo-se das cores nacionais. O fruto, quando verde, é bem verde, verde-escuro. Quando amadurece, vai-se amarelando, até quase exatamente a cor de ouro predominante na nossa bandeira. Depois, o achachairu, ainda abandonado, vai desistindo dessa possível estratégia de atração, alaranjando-se até apodrecer.

O achachairu ou Garcinia sp é azedo e doce na exata medida do equilíbrio, misto de jabuticaba, araçá, ciriguela e bacuri. É muito apreciado na Bolívia e na região amazônica de um modo geral. Mas parece já haver cultivo comercial há algum tempo nas regiões norte. E o Beto, na Bahia, deve ter um pomar inteiro, pelo jeito. Sorte de quem pode ir sempre ao Paraíso Tropical, seu restaurante em Salvador. A casca da frutinha é amarelo-alaranjado e falo da variedade maior, com casca dura, coriácea, como a da jabuticaba, que tem que ser estourada no dente. Como o bacuri e o mangostão, a polpa é solta da casca. Branquinha, suculenta, saborosa e pouca. Muito caroço pra pouca diversão, diria, mas a natureza tem lá seus porquês e seja como for é boa demais. A outra variedade, miúda, tem casca mais molinha e pode ser comida inteira, que não amarra a boca. Que venha achachairu para sorvetes, sucos, geléias e recheios. E uma bacia cheia pra chupar à toa.

CARACTERISTICAS

laterifolia achachairu Rheedia (L) Herzog, Clusiaceae (Guttiferae)

Sin. ou equiv. Tatairu, chachairu

Nome da fruta: Achachairu

Nome científico: Garcinia intermedia (Pittier) Hammel

Família botânica: Clusiaceae (Guttiferae)

Categoria:

Origem: México e América Central

Características da planta: Árvore geralmente de até 6 metros de altura, com látex amarelo. Flores alvas, reunidas na axila das folhas.

Fruto: Tipo baga, globoso, amarelo-alaranjado. Polpa adocicada, muito aromática, envolvendo uma a duas sementes.

Frutificação: Duas a três vezes ao ano

Propagação: Semente

O fruto é uma drupa com caca grossa, polpa branca e com cerca de 5 cm, com ponta na base, de cor amarela. A planta éperenifólia, tem látex, mede até 15 m de altura e tem folhas simples, verdes, coriaceás e glabras. As flores são masculinas ou completas, em fascículos axilares. Originada na Bolívia em clima subtropical. Consumida ao natural.

HISTÓRICO

Natural das florestas quente-úmidas da bacia amazônica, essa pequena árvore cresce facilmente a partir de sementes, em torno de  quatro anos em seu local de origem. É uma fruta bastante apreciada na Bolívia onde é largamente produzida e consumida. A planta tem o formato muito variavel, dependendo da região onde vegeta, e o fruto varia por região, com diferentes espécies cultivadas pelas populações locais.

O fruto do Achachairu é globoso-oblongo, de polpa branca, suculenta  e textura mucilaginosa com acentuado sabor doce-acidulado. Vem sendo cultivado no nordeste brasileiro e comercializada no Ceagesp, propagando-se por sementes.

Segundo o produtor Hélio Nogueira, a planta alcança no máximo oito metros de altura e produz cerca de três mil unidades. Leva seis anos para começar a produzir, se for plantada a partir da semente. Para não esperar todo esse período, ele começou experimentar enxertos e esse tempo caiu para três anos. “Este ano é o momento de divulgar a fruta, fazer as pessoas conhecerem”, diz o produtor. Ele diz que a cultura do achachairu, nas condições climáticas do Cerrado, tem o período de florescimento entre os meses de julho a setembro. O amadurecimento dos frutos ocorre de novembro a janeiro.

O Achachairu é planta perene, de pequeno porte (6 a 9m), desenvolvendo-se bem em condições amenas de temperatura e solos ricos em matéria orgânica e bem drenados, com boa disponibilidade de água. Da familia das clusiaceae, “essa frutífera pertence ao gênero Garcinia  (ex-Rheedia), cujo parente mais famoso é o mangostão (Garcinia mangostana L.), originado no trópico asiático.

CLIMA

Fruta boliviana adaptada ao Cerrado

Você já experimentou uma achachairu? Não tem nem idéia do que é isso? Se depender de um produtor goiano, a fruta largamente consumida na Bolívia vai ser facilmente encontrada em sacolões de todo o Brasil. Hélio Nogueira começou a cultivar a frutífera há 10 anos. Após experimentar seu sabor exótico, Nogueira, que possui um viveiro de plantas ornamentais, decidiu fazer mudas e cultivar a planta em sua propriedade, localizada em Pirenópolis.

Hoje são mil pés plantados, destes, cem estão produzindo. Hélio já tem muito material para plantar o futuro do achachairú no Cerrado goiano: possui outras cinco mil mudas e prepara outra cinco mil. “Fui fazendo as mudas ao longo desses dez anos, sempre peço para amigos e familiares recolherem as sementes e me repassar”, conta.

Segundo Hélio, a planta de achachairu demora seis anos para começar a produzir, se for plantada a partir da semente. Para não esperar todo esse período, ele começou experimentar enxertos. O tempo caiu para três anos. “Este ano é o momento de divulgar a fruta, fazer as pessoas conhecerem”, diz. O produtor também já comercializa mudas.

Nogueira conta que cada pé da fruta alcança no máximo oito metros de altura e produz cerca de três mil unidades. Ele diz que a cultura do achachairu, nas condições climáticas do Cerrado, tem o período de florescimento entre os meses de julho a setembro. O amadurecimento dos frutos ocorre de novembro a janeiro.

Enxertia

Apesar de ter origem na Bolívia, há uma espécie semelhante ao achachairu no Cerrado, afirma Hélio. Ele mesmo encontrou a planta nas margens do Rio dos Patos, próximo a Goianésia. No entanto, segundo diz, os frutos da planta nativa não são comestíveis. “Não tem polpa, a fruta é seca e esponjosa”.

O produtor não sabe qual o nome da planta nativa, mas devido a semelhança com o pé de achachairu decidiu usá-la como base para enxertia. Deu certo. O tempo para o surgimento dos primeiros frutos caiu para três anos.

Além disso, Hélio acredita que ao utilizar a base de uma planta nativa do Cerrado pode aumentar a resistência dos pés de achachairu, caso surjam pragas e doenças locais. “Por enquanto não tivemos esses problemas, todos os pés crescem sadios, mas queremos evitar algo desde já”, afirma.

Nogueira tem a expectativa de que o achachairu deve cair no gosto do consumidor. “A fruta realmente tem potencial para isso. É saborosa e daquelas que não dá para provar apenas uma”, garante.

Apaixonado pela descoberta, Hélio se prepara para participar de um festival sobre o achachairu em Porongo, na Bolívia, este ano. Lá, ele pretende trocar experiências e aprender mais sobre o fruto.

O FRUTO

A CEAGESP vem comercializando há alguns anos o achachairú, fruta exótica produzida no nordeste brasileiro. Trata-se de frutífera nativa da Bolívia e muito apreciada em Ayacucho, Santa Cruz, onde se realizam festas anuais para promoção da fruta e de seus produtos industrializados, como sucos e doces.

Essa frutífera pertence ao gênero Garcinia (ex-Rheedia), cujo parente mais famoso é o mangostão (Garcinia mangostana L.), originado no trópico asiático. Com a recente mudança do gênero Rheedia para Garcinia, vem ocorrendo certa confusão na nomenclatura das espécies catalogadas. Muitos autores nacionais, ainda, empregam o termo Rheedia para algumas frutíferas nativas e exóticas, existentes em várias regiões tropicais mundiais.

Os frutos têm massa média de 30g e são globoso-oblongos, semelhantes a uma nêspera, com diâmetros transversais e longitudinais de 35,8mm e 45,2mm respectivamente. A base peduncular do fruto é estreita e a calicinal mais larga. São amarelo-alaranjados, com casca grossa (3,53mm), lisa, firme e resistente; internamente a casca é creme-palha. A polpa, não aderente à casca, é branca, suculenta e de textura mucilaginosa, representando 1/3 da massa média do fruto, sendo que após retirada dos frutos se oxida rapidamente. O sabor, que lembra um pouco ao do araçá, é bem agradável e adocicado, com oBrix 15 e acidez pH próxima a 4,0.  As sementes desuniformes, de 1 a 3 por fruto, são esbranquiçadas, alongadas (2,6 x 1,2cm) e grandes. Normalmente, há apenas uma semente por fruto, com massa de 4,29g, sendo as demais chochas. Testes de germinação indicaram que as sementes iniciam a emissão da radícula após 30 dias sob ambiente controlado de estufa B.O.D. No nordeste brasileiro, a maturação dos frutos ocorre em fevereiro a abril, sendo esses bastante resistentes ao transporte e de boa conservação em geladeira comum. No Brasil, o achachairú é pouco conhecido e, ás vezes, confundido pelo público leigo com frutas de outras espécies, como o bacupari, bacuripari e bacurizinho.

Em levantamento realizado no Lattes/CNPq, verificou-se que há menos de 30 artigos científicos brasileiros envolvendo as espécies Rheedia gardneriana, R. acuminata, Garcinia cambogia, G.  mangostanaG.  macrophyllaG. gardnerianaG. cochinchinensis  e G. multiflora. A grande maioria destes artigos relata pesquisas sobre caracterização química e efeitos terapêuticos das frutas; somente 10% deles dizem respeito à propagação.

Segundo a literatura especializada, a família do achachairú (Clusiaceae) é composta por trinta e um gêneros e sessenta e duas espécies. São espécies de grande importância para a indústria farmacêutica, uma vez que dos frutos e folhas são extraídas algumas substâncias químicas como biflavanóides e benzofenonas. As substâncias químicas isoladas dos frutos ou folhas possuem atividades imunotóxicas e anti-inflamatórias e potencial antioxidante anticancerígeno. Na medicina popular, os frutos e folhas são utilizados como cicatrizantes, digestivos e laxantes e em tratamentos de reumatismo, úlcera gástrica, inflamação.

O IAC vem pesquisando a propagação seminífera do achachairú e formando mudas para plantios locais, visando obter maior conhecimento sobre o comportamento das plantas fora de seu habitat.

Achachairu: Fruta boliviana adaptada ao Cerrado

PLANTIO

Você deve coletar frutas maduros, pode consumir a polpa e separar as sementes, lavando bem p/ retirada da polpa. Deixe secando sobre uma folha de papel durante 2 dias e proceda a semeadura em saquinhos com terra ou substrato agrícola, ou em caixinhas de leite, fure o fundo , preencha com a terra e plante a semente cobrindo com um 1-2 cm de terra por cima. Irrigue sempre que precisar, para isso acompanhe a umidade da terra, pois varia de região, tipo de substrato e época do ano. A germinação ocorre após 20-30 dias, não deixe faltar água e mantenha as mudas a pleno sol. Quando tiver com uns 30 cm de altura, você pode transplantar para o campo e para isso retire da caixinha e plante uma cova de 30 x 30 cm misturando na terra da cova 250 g de calcário mais 250 g de super fosfato simples e 5 litros de esterco de curral curtido. Após plantio molhe bem e continue a irrigar sempre que precisar.

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Vagner Liberato

Meu nome é Vagner Liberato, sou carioca e vivo no Rio de Janeiro. Formei-me em Administração de Empresas e sou um apaixonado por conteúdo sustentável. Desde 2015 faço o Jornal Sustentabilidade com maior prazer! Para falar comigo, entre em contato pelo email: contato@meioambienterio.com

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