Meio Ambiente

Semana de atividades no Rio lembra o Dia Mundial do Meio Ambiente

O Dia Mundial do Meio Ambiente, a ser comemorado no dia 5 de junho, foi lembrado hoje (1º), no Rio de janeiro, com atividades ao ar livre, debates, oficinas, palestras e plantio de mudas em vários pontos da cidade. Durante toda a semana, órgãos públicos e privados vão discutir o tema, em busca de soluções para mudar o cenário atual de desenvolvimento das cidades e conscientizar as pessoas da necessidade de adotar o consumo eficiente.

 

A Exposição O Mar não Está para Peixe foi realizada por alunos UFRJ que transformaram lixo encontrado na Baía de Guanabara em esculturas (Tânia Rêgo/Agência Brasil)
A Exposição O Mar não Está para Peixe foi montada por alunos da UFRJ. Eles transformaram lixo encontrado na Baía de Guanabara em esculturas Tânia Rêgo/Agência Brasil

 

A Secretaria de Estado do Ambiente (SEA) e o Instituto Estadual do Ambiente (Inea) vão fazer mutirões, palestras e atividades itinerantes. No Parque Estadual da Serra da Tiririca, em Niterói/Maricá, os eventos prosseguem até sábado (6), com o plantio de mudas de espécies nativas da Mata Atlântica na margem direita do Rio João Mendes.

Outras ações de conscientização ocorrem na Praia de Icaraí, com o recolhimento de lixo reciclável e distribuição de panfletos e sementes.

No domingo (7), as ações da secretaria se encerram com a limpeza de resíduos na restinga de toda a orla da região oceânica de Niterói.

Na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), o tema do debate é a busca de soluções para os problemas enfrentados no entorno da Baía de Guanabara. Até a próxima quarta-feira (3), também serão plantadas 80 mudas no jardim do parque tecnológico da universidade.

Para a coordenadora do Fundo Verde, da UFRJ, Suzana Kahn, as cidades estão se tornando cada vez mais um problema ambiental de desenvolvimento e a discussão ao longo da semana será o uso da tecnologia no auxílio à vida urbana.

“Nas cidades, você tem a maior fonte de emissão de gás de efeito estufa, que vai gerar o aquecimento global, tem poluentes atmosféricos locais que impactam na qualidade do ar e na saúde da população. Tem um consumo intenso de energia e mais pessoas morando em cidades. A urbanização é crescente, o que faz com que o espaço urbano acabe ficando congestionado. São muitos os problemas que a cidade apresenta. Estamos discutindo aqui formas de resolvê-los, de ter cidades com melhor qualidade de vida através da tecnologia”, disse Suzana.

Com o foco na Baía de Guanabara, a coordenadora da universidade considera curioso o paradoxo de discutir problemas de séculos diferentes. “É um aspecto interessante, porque ao mesmo tempo em que estamos falando de questões como aquecimento global, que é um problema de século 21, temos o problema do saneamento, que é um problema do século passado, que é o da Baía de Guanabara”, disse. Segundo a coordenadora, a maioria dos municípios vizinhos à baía não tem saneamento e por esse motivo os resíduos são depositados nela.

Os alunos de artes da UFRJ debatem os problemas de saúde, de energia e de emissão de gases poluentes, Eles montaram a exposição O Mar não Está para Peixe com objetos retirados da Baía de Guanabara. O objetivo da turma é chamar atenção para as questões sociais, como a violência e o desleixo da sociedade com relação aos problemas.

Dalila dos Santos Cirqueira, professora do Departamento de Análise da Forma da UFRJ, disse que a turma ficou impactada ao ver a variedade e a dimensão do lixo que flutua na Baía de Guanabara e que vai parar nas praias. Por meio da arte, a turma mostrou “o caos em que vivem as pessoas e os animais marinhos”.

Segundo a professora, os alunos ficaram muito assustados ao constatar a presença de lixo no mar. “Sempre que falam que as pessoas jogam lixo na baía, parece um assunto distante de você. Mas, quando você está de cara com ele, percebe o caos instalado”, afirmou. “Você olha para água e imagina o que está ali dentro. A nossa imagem foi de caos. A arte mostra, nós estamos mostrando esse caos organizado sob um olhar estético”, ressaltou Dalila, acrescentando que é importante tratar seriamente do tema e tomar uma atitude rápida.

O aluno de pintura da UFRJ Fábio Drumond, de 45 anos, encontrou outra forma de avaliar o lixo encontrado na Baía de Guanabara. Segundo Drumond, seu trabalho de arte representa todos os problemas inseridos no contexto social, que muitas vezes passam despercebidos. “O lixo na Baía de Guanabara é o lixo das favelas, da nossa casa, o lixo das ruas, é o lixo da sociedade, é o mendigo, é a criança que não é respeitada, é a questão ética. Pegar isso e transformar em arte é o jeito mais chocante de você dizer ‘olha, acorda'”, disse.

Em um dos pontos turísticos da cidade do Rio, o Pão de Açúcar, as atividades se voltaram para as escolas inseridas no projeto Educa Bondinho. Ao longo do dia, os alunos fizeram um passeio ambiental pelo complexo turístico conhecendo os aspectos da fauna e flora, a conservação das áreas verdes e das paisagens cariocas. Até a próxima quarta-feira, serão plantadas 80 mudas de espécies nativas da Mata Atlântica, no alto do Pão de Açúcar, contribuindo para a conservação da biodiversidade do local.

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Vagner Liberato

Meu nome é Vagner Liberato, sou carioca e vivo no Rio de Janeiro. Formei-me em Administração de Empresas e sou um apaixonado por conteúdo sustentável. Desde 2015 faço o Jornal Sustentabilidade com maior prazer! Para falar comigo, entre em contato pelo email: contato@meioambienterio.com

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