Meio Ambiente

Grandes seguradoras exortam líderes do G20 a eliminar os subsídios aos combustíveis fósseis

Seguradoras multinacionais com mais de US$ 1,2 trilhão em ativos sob sua gestão pedem que durante a cúpula de líderes do G20 em Hangzhou, na China, nos próximos dias 4 e 5 de setembro, os governos desses países se comprometam a eliminar os subsídios aos combustíveis fósseis até 2020.

Uma recente pesquisa do Overseas Development Institute and Oil Change International apurou que os governos do G20 gastam US$ 444 bilhões por ano para apoiar a produção de combustíveis fósseis – apesar de terem se comprometido desde 2009 com a gradual eliminação desses subsídios e com o combate às mudanças climáticas. O Brasil oferece quase US$ 50 milhões por ano para apoiar o setor de combustíveis fósseis, entre subsídios nacionais, financiamento público e investimentos em companhias estatais.

As companhias de seguros Aviva, Aegon NV e MS Amlin assinaram com o Institute and Faculty of Actuaries (IFoA) e Open Energi uma declaração conjunta na qual alertam os governos sobre os riscos de continuar financiando a produção de petróleo, carvão e gás. A declaração está sendo divulgada hoje, 30 de agosto. Ela conclama os líderes do G20 a superarem a retórica dos anos anteriores e se comprometerem com um cronograma específico para a rápida eliminação dos subsídios aos combustíveis fósseis.

Mark Wilson, CEO da Aviva plc, disse: “Gerar lucro é essencial nos negócios. Mas os negócios só existirão no futuro se agirmos de forma sustentável e criarmos valor social mais amplo e de longo prazo. Isso é apenas um bom negócio – e não agir de forma sustentável é um péssimo negócio. As alterações climáticas são a mãe de todos os riscos – para as empresas e para a sociedade como um todo. E esse risco é ampliado com maneira pela qual os subsídios aos combustíveis fósseis distorcem o mercado de energia. Esses subsídios são simplesmente insustentáveis. Estamos pedindo aos governos que acabem com essas muletas do carbono, revelem o verdadeiro impacto para a sociedade dos combustíveis fósseis e levem em conta o preço a ser pago no futuro por ter confiado neles. Os subsídios à energia deveriam ser usados para criar um futuro sustentável através dos objetivos sociais, ambientais e econômicos estabelecidos nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas”.

Shelagh Whitley, pesquisadora líder sobre subsídios na ODI, disse: “Estes subsídios alimentam mudanças climáticas perigosas. Se quisermos ter alguma chance de cumprir o objetivo de manter o aumento médio da temperatura do planeta abaixo dos 2°C como ficou definido no Acordo de Paris, os governos precisam iniciar rapidamente um programa de descarbonização. É extremamente preocupante, portanto, que no início deste ano os ministros de Energia do G-20 tenham agido como se o Acordo de Paris não tivesse sido fechado, repetindo as mesmas promessas vazias que eles vêm fazendo desde 2009. O setor financeiro reconhece a importância de se afastar dos combustíveis fósseis. Os governos precisam perceber que eles podem ser os únicos que ainda não se mexeram. ”

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Contato para imprensa:
James Rush
Assessor de Imprensa, Overseas Development Institute
j.rush@odi.org.uk & +44 (0) 7808 791265

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Vagner Liberato

Meu nome é Vagner Liberato, sou carioca e vivo no Rio de Janeiro.
Formei-me em Administração de Empresas e sou um apaixonado por conteúdo sustentável.
Desde 2015 faço o Jornal Sustentabilidade com maior prazer!

Para falar comigo, entre em contato pelo email:
contato@meioambienterio.com

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