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A camada de ozônio pode ser completamente reparada até 2060

No início desta semana, as Nações Unidas anunciaram em um relatório que a camada de ozônio está se recuperando. Se a atual taxa de recuperação continuar, partes do ozônio poderão ser totalmente reparadas até 2030. A camada inteira – mesmo as partes altamente danificadas sobre o Pólo Norte e o Pólo Sul – poderia ser completamente curada até 2060.

O estudo, Scientific Assessment of Ozone Depletion, monitora a recuperação do ozônio, e é o mais recente de uma série de relatórios que a ONU publica a cada quatro anos. Este ano, mostra que o ozônio vem se recuperando a uma taxa constante de 1 a 3% desde 2000, devido aos esforços globais feitos para reduzir os CFCs e outros produtos químicos que destroem o ozônio.

Nas últimas décadas, os seres humanos causaram danos significativos à camada de ozônio, que protege a vida na Terra dos nocivos raios ultravioletas do sol. Mas por meio de acordos globais como o Protocolo de Montreal de 1987, demos grandes passos para curá-lo. O protocolo determinava que os países eliminassem os clorofluorcarbonos (CFCs) e outros produtos químicos que empobrecem a camada de ozônio. A EPA descreveu-a como a ação global ambiental mais bem-sucedida da história, com 197 países assinando o acordo.

“Se as substâncias que empobrecem a camada de ozônio continuassem a aumentar, teríamos visto grandes efeitos. Paramos com isso”, disse Paul Newman, cientista da Nasa e co-presidente do novo relatório da ONU. Newman acrescentou que, se não tivéssemos feito essas mudanças, dois terços da camada de ozônio teriam sido destruídos até 2065.

Os cientistas alertaram contra a alegação de vitória cedo demais. As emissões proibidas de CFC estão aumentando na China, mas o governo chinês prometeu resolver o problema. Newman disse que precisamos esperar até 2060 e deixar nossos netos celebrarem.

Ainda assim, essas descobertas recentes podem ajudar a contribuir para futuras ações climáticas. Em 2019, o Protocolo de Montreal deve ser reforçado com a Emenda Kigali, que pretende combater as mudanças climáticas visando os gases de efeito estufa usados ​​em ar condicionado e refrigeração.

Aurelio Barbato

Aurélio Barbato é Administrador de Empresas e Economista, formado pela Faculdade de Ciências Econômicas de São Paulo, da Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado especializado em Economia Sustentável, coordenou atividades, temas, discussões de políticas públicas e eventos importantes no setor da indústria eletroeletrônica. Para falar comigo envie um e-mail para aureliogestaoestrategica.com.br

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