Condições atípicas do clima atrasam colheita de café arábica em vários Estados

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O clima é a grande preocupação de cafeicultores em diversas regiões do país na safra 2015. Dessa vez, o que influencia a produção de café são as chuvas que caíram em ocasiões atípicas. Os principais estados produtores da cultura no Brasil – Bahia, Espírito Santo, Minas Gerais, Paraná e São Paulo sofrem com o atraso da colheita (abril a setembro) e, consequentemente, com a perda de qualidade da bebida.

As chuvas causam três grandes estragos no setor cafeeiro: impedem a colheita, derrubam grãos no chão e, em razão da umidade, fazem com que alguns cafés fermentem indesejadamente no pé. “Todos esses fatores podem atrapalhar o mercado interno e externo, uma vez que os grãos estão miúdos (peneira baixa) e há deformidades na maturação”, comenta Fernando Rati, assessor técnico do Café da Confederação de Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).

De acordo com o assessor, a CNA está monitorando e levantando as principais ocorrências de cada estado produtor para que medidas assertivas sejam realizadas de maneira ágil nas possíveis demandas. “O mercado ainda não absorveu uma possível quebra na produção do café brasileiro dessa safra. Portanto, possivelmente, teremos um aumento nos preços internacionais em breve”, finaliza.

Principais produtores

Espírito Santo – A situação é crítica com alto percentual de quebra na produção, com regiões chegando a 50%. Para minimizar o prejuízo, a CNA se reuniu com o Banco do Brasil (BB) para comunicar o cenário do estado capixaba. Porém aguarda um posicionamento do órgão.

Paraná – Segundo informações da Federação de Agricultura e Pecuária do Estado do Paraná (FAEP), 42% da produção já foi colhida no estado. O maior problema hoje são as chuvas que caem há três semanas seguidas. Com isso, muitos cafés estão no chão, podendo comprometer a qualidade do produto na região.

Minas Gerais – O clima tem ajudado no andamento da colheita, no entanto a maturação dos grãos está disforme e a peneira baixa dos grãos é a grande preocupação dos cafeicultores mineiros. Por causa disso, a Cooperativa Regional de Cafeicultores em Guaxupé (Cooxupé), recebeu apenas 600 mil sacas (cada saca tem 60 kg) da safra deste ano. No mesmo período de 2014, a cooperativa tinha recebido 1,3 milhão de sacas.

São Paulo – Apesar de a colheita ser mais tardia comparada a outras regiões do Brasil, a maioria dos produtores começaram a colheita neste mês, mas com problemas de peneira baixa e maturação disforme dos grãos.

 

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